Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

OPINIÃO

José Carlos de Olivera Robaldo: "Mato Grosso do Sul e seus 40 anos"

Procurador de Justiça aposentado, advogado, mestre em Direito Penal e professor universitário

22 SET 2017Por 02h:00

Ao longo dos últimos anos, escrevo semanalmente um texto que é publicado nos jornais locais, entre eles o Correio do Estado, A crítica e O Progresso, de Dourados, e em sites como Midiamax, Associação do Ministério Público, entre outros, nos quais abordo temas nacionais e locais. Por mais de uma vez, posicionei-me de forma contrária à iniciativa de mudar o nome do Estado. Fui e sou contra esta mudança.

Pensando sobretudo nesse contexto, na aproximação dos 40 anos da divisão do então Mato Grosso e na consequente criação de Mato Grosso do Sul, juntei uma parte desses textos e, por meio da editora Renovar, de Campo Grande-MS, os transformei em livro que ganhou o título “Dez Anos de Reflexões sobre temas jurídicos, políticos e afins/culturais”.

E mais, considerando que Amambai, minha cidade natal, fará 69 anos de sua emancipação política no dia 28 deste mês, por sugestão de alguns amigos, farei o lançamento do aludido livro na Câmara Municipal daquela cidade hoje, dia 22 de setembro, às 19h.

Pois bem, na nota do autor, inicio afirmando o seguinte: “Conquanto as turbulências políticas, econômicas e administrativas que o nosso País enfrenta, Mato Grosso do Sul, embora faça parte desse contexto, vem superando graças, especialmente, à força da sua gente e do agronegócio. E neste ano tem um motivo especial para comemorar: completará 40 anos de sua emancipação política.

Portanto, momento oportuno para homenageá-lo com o lançamento desta simples e singela obra, com alguns temas direta ou indiretamente peculiares ao nosso Estado, ora fazendo contraponto à ideia de mudar o seu nome, ora resgatando a importância de um dos seus filhos e políticos mais importantes, o saudoso deputado Zenóbio dos Santos, que muito contribuiu para o seu desenvolvimento, tendo sido um dos constituintes responsável pelo capítulo do Poder Judiciário. Parabéns, Mato Grosso do Sul, extensivo a todas as pessoas que aqui vivem, especialmente à cidade de Amambai, minha cidade natal, que completará 69 anos de emancipação política no dia 28.9.2017”. 

O momento é oportuno para enaltecer a iniciativa da cisão do velho Mato Grosso em duas unidades da federação. O que, diga-se de passagem, foi bom para ambos os lados, sobretudo em face da respectiva extensão territorial, à época, superior a um milhão e duzentos e sessenta mil km2.

Talvez, naquele momento, iso é, o da criação, poder-se-ia ter escolhido outra denominação. Mas isso não ocorreu e o novo estado foi batizado de Mato Grosso do Sul. E aí, como diz a recente e maravilhosa canção intitulada “Coração do Brasil” ... “40 anos, tanto já se passou. Mas ainda me lembro quando uma nova estrela brilhou! Eu vi nascer Mato Grosso do Sul. 40 anos, tanto água rolou. Veio gente de fora, e com o povo daqui se juntou. E vi crescer Mato Grosso do Sul”, de Almir Sater e Paulo Simões. 

Creio que, com esta canção, enterram-se todas as pretensões de mudar o nome do nosso Estado. Mato Grosso do Sul está eternizado!

Ainda, à guisa de resgate dessa discussão, uma das propostas de troca era substituir por “Estado do Pantanal”. Essa ideia não era ruim desde que fosse uma complementação, ou seja, Mato Grosso Sul, Estado do Pantanal. Ideia ótima, até mesmo como forma sutil de enticar os nossos irmãos mato-grossenses.

Enfim, o importante é que tanto a parte de cima (Mato Grosso) como a parte de baixo (Mato Grosso do Sul) prosperaram e todos estão felizes. Talvez, pelas suas potencialidades, pudessem ter crescidos ainda mais e, consequentemente, trazido mais felicidades aos seus habitantes, nativos ou não.

E, como disseram os poetas acima, “40 anos, muitos outros virão. Seus filhos e filhas, por nossas trilhas se encontrarão. No coração do Brasil”. 

Isso tudo em perfeita harmonia com “Tocando em frente”, também de Almir Sater, quando diz que “É preciso amor pra poder pulsar. É preciso paz pra poder sorrir. É preciso a chuva para florir”.

Avante, Mato Grosso do Sul!

Leia Também