Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

OPINIÃO

Joel Mesquita: "O Brasil de hoje"

Sociólogo
12/11/2019 01:00 -


Confesso que já fui mais engajado e participativo nas discussões envolvendo a política e o futuro do País, mas atualmente essa conversa de polarização tá tão cansativa, chata mesmo, que tenho preguiça até de emitir opiniões ou divagar sobre o que penso. 

O Brasil de hoje convalesce na espera de dias melhores; o sistema político continua caótico, corrupto e não consegue as soluções que o País tanto precisa; o sistema judiciário é um pouco mais organizado, mesmo assim um tanto confuso e complicado; e os cidadãos inebriados nesse caos tomam partidos, emitem opiniões, escolhem um lado – porque essa é a regra, você é oito ou oitenta; não há espaço para os moderados: ou você é um radical de direita ou é um radical de esquerda.

Bom-senso? Este não tem espaço no debate público do País; isso aqui tem se tornado uma nação de pensamentos obscuros e mentalidades autoritárias. Esse autoritarismo é polarizado também. Ele é visível nos dois lados: a esquerda é autoritária com suas “verdades axiológicas”; a pseudodireita é uma mistura de “atraso com pitadas de psicopatia”, parafraseando aqui nosso querido ministro Barroso.  

Enquanto isso, o País perece; as pessoas continuam vivendo as suas pobres vidas oprimidas por um sistema ineficiente e inoperante, que não atende aos interesses da coletividade; no caso, o conceito de coletividade aqui é no sentindo amplo. Falo para gregos e troianos, sem distinção de quem é quem na cena política. 

Talvez o futuro nos reserve dias melhores. Essa é a esperança. Por hora, e diante das possibilidades que nos são apresentadas, a meu ver, não é possível almejar melhoras relevantes. Essa polarização que divide a nação, a meu juízo, tende a piorar e causar maiores danos nesse tecido social forjado já um tanto esgarçado. Por hora, não sabemos se dessa crise institucional sairemos mais fortes e unidos ou divididos e distanciados do nosso ideal de nação pacificada.

Por fim, evidentemente é temeroso expor ideias e pensamentos quando a obscuridade ocupa a cena nacional. Mas é preciso refletir sobre esse caos. Esconder-se e deixar que o mal diga as suas “verdades” não será uma solução sem preço. 

Felpuda


Considerados “traíras” por terem abandonado o barco diante dos indícios da chegada da borrasca à antiga liderança, alguns pré-candidatos terão de se esforçar para escapar da, digamos assim, vingança, velha conhecida da dita figurinha. Dizem por aí que há promessas nesse sentido, para que os resultados dos “vira-casacas” nas urnas sejam pífios. Sabe aquela velha máxima: “Pisa. Mas, quando eu levantar, corre!” Pois é...