Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

ARTIGO

Gilson Cavalcanti Ricci: "Taiga siberiana, a maior floresta do mundo"

Advogado

17 SET 19 - 02h:00

A nossa imensa Amazônia não é a maior floresta do mundo, como equivocadamente muitos alardeiam. É, sim, a maior floresta tropical do mundo, sendo olhada por todos como um imenso depósito de riquezas minerais e vegetais. A lendária floresta é observada por cientistas, militares e botânicos como poderosa fonte de inesgotáveis recursos científicos, notadamente para as indústrias bélica e farmacêutica. A maior floresta do mundo é a Taiga Siberiana, ou Floresta Boreal, situada num maciço florestal quase três vezes maior que a Amazônia, constituído de vinte milhões de quilômetros quadrados, abrangendo Alasca, Canadá, Groenlândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Sibéria e norte do Japão. No Canadá, é chamada de Floresta Boreal para designar a parte meridional desse bioma, e o termo Taiga é usado para as áreas menos arborizadas ao sul da linha de vegetação arbórea do Ártico. Em Portugal e no Brasil, o termo taiga é geralmente usado para designar as florestas russas, enquanto floresta boreal ou floresta de coníferas é utilizado para indicar as florestas dos países restantes situados no território da taiga.

Na Taiga Siberiana, os abetos e os pinheiros formam uma densa cobertura, impedindo o solo de receber luz intensa, e a vegetação rasteira é pouco representada. O período de crescimento dura, em média, oito meses e as chuvas são pouco frequentes. Esse gigantesco bioma florestal não se localiza exclusivamente no hemisfério Norte; encontra-se também em regiões de clima frio e com pouca umidade. Portanto, a gigantesca Taiga Siberiana abrange terras da América do Norte, da Europa e da Ásia e, assim como a Amazônia, possui um cinturão vegetal rico em minérios e vegetais altamente estratégicos para a dinamização industrial. Desde a Revolução Industrial – e até os tempos atuais –, a Taiga Siberiana tem sido explorada sem alardes pelas potências econômicas e militares mundiais. Foi um grande supridor de matéria prima nas duas grandes guerras mundiais, constituindo-se um poderoso e decisivo fator estratégico para a fabricação da bomba atômica. E até os dias atuais a Taiga tem sido responsável pela grandeza extraordinária da indústria europeia, notadamente a industrialização de medicamentos modernos, e grande variedade de insumos para a indústria pesada, que têm feito a grandiosidade dos países mais ridos do mundo.

Enquanto a Taiga é explorada racionalmente em benefício do homem, a Amazônia queda secularmente imersa na clandestinidade dos exploradores sorrateiros, que sempre se aproveitaram da incompetência dos governos amazônicos, notadamente dos brasileiros, em busca de fórmulas miraculosas de “proteção do meio ambiente”, e assim bloquearam o desenvolvimento econômico do nosso grandioso maciço florestal, que, atualmente é vítima da agressão perpetrada por grileiros, predadores e – pior – por satânicos incendiários, que agem na sombra sob os interesses escusos de facções ideológicas internacionais, intencionadas em provocar o caos e a desestabilização do governo brasileiro. Atualmente, assistimos perplexos ao incêndio de uma nova Roma, perpetrado pela horda de criminosos ocultos além dos muros dos inimigos da democracia.

Já não seduz mais as lendas romanescas sobre a misteriosa Amazônia e sua beleza mítica. Nem mais aguça a mente a Hileia aventurosa de Humdbolt. Nem do Eldorado e nem da Fonte da Juventude. Tampouco das guerreiras amazonas montadas em seus fogosos corcéis. Hoje, o retrato fiel da Amazônia é mesmo o epíteto de Inferno Verde, criado pelo diretor nazista Eduard von Borsody, no filme alemão de 1938. Todos esses atuais negativos da Amazônia entristecem a todos nós brasileiros, que amamos e nos ufanamos das coisas fantásticas do nosso amado Brasil. Com tristeza, chegamos à conclusão de que a Amazônia, como o mais imponente laboratório botânico do mundo depois da taiga, não tenha dentro de seu território nenhuma empresa pesquisadora de matéria prima para a indústria farmacêutica, que poderia produzir medicamentos modernos e eficazes, e assim ajudar a humanidade a se livrar de doenças perniciosas de todas as origens. Em vez disso, os exploradores da Amazônia lutaram sempre por dividendos pessoais para seus líderes políticos ideológicos, por meio de uma publicidade diuturna alienígena.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo: "Revitalizar por completo"

ARTIGO

Venildo Trevisan: "Perseverança"

Frei
OPINIÃO

Eduardo Iwamoto: "Revisão do Tratado de Itaipu, riscos e possibilidades"

Advogado
CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Fratura exposta"

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião