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OPINIÃO

Gilson Cavalcanti Ricci: "O Pégaso da Paraíba"

Advogado

17 JUN 19 - 01h:00

Já disse em outra crônica que o Brasil é celeiro de heróis natos, pessoas destemidas que enfrentam a vida com coragem e destemor às ameaças do desconhecido. Exemplo clássico é o paraibano REGINALDO ALVES DE ARAÚJO, um nordestino atávico, que aportou no Mato Grosso do Sul em 1978, atraído pelas promessas de novas esperanças com o nascimento do estado recentemente criado pelo Presidente General Ernesto Geisel. A presença do bravo e sábio conterrâneo de João Pessoa em nossa terra fez o círculo cultural das letras agigantar-se, pois não tardou e o Professor Reginaldo juntou-se à elite intelectual de Campo Grande sob a maestria de Ulisses Serra, proto-senhor das letras clássicas em nossos pagos, e mais um punhado de homens e mulheres dominadores das artes literárias. Figura messiânica das letras, o Doutor Reginaldo trouxe em sua bagagem longa e destacada produção literária composta de enternecedores poemas e romances, que encantam a alma e enriquecem a cultura dos leitores. 

Conheci casualmente o Doutor Reginaldo quando lancei meu livro “A ÚLTIMA TRAVESSIA”, no qual faço um histórico sentimental do meu tempo de menino, quando morei na formosa e valente João Pessoa nos tempos temerários da 2ª Guerra Mundial. Nessas saudosas lembranças guardadas na memória, mantive contato direto com um povo fervoroso, rico de história e tradições populares dotadas de grande sensibilidade humana, como a Guerra de Princesa e o Duelo de João Pessoa com João Dantas no centro do Recife, tendo como pivô a bela professorinha Anaíde Beiriz, que imediatamente se matou ao tomar conhecimento da morte trágica de seu amado naquele terrível duelo à bala entre os dois bravos paraibanos, que revolucionou o Brasil de norte a sul, pois o fato não foi tido como passional pelos adversários do Presidente Washington Luis, o que motivou a benfazeja ditadura de Getulio Vargas durante mais de quinze anos seguidos.                       
A partir da leitura do meu livro em referencia, o Doutor Reginaldo vem me proporcionando grande incentivo à minha ousada tendência literária, não medindo esforços para orientar-me na senda esplendorosa da literatura. Também a outros neófitos como eu, o grande mestre paraibano encaminha-nos de forma sábia e paciente no mundo das letras, tendo já patrocinado um notável círculo de novos “imortais”, que assumiram vagas deixadas por ilustres antepassados na V. Academia de Letras de Mato Grosso do Sul – ASL, sendo de justiça realçar a figura arrojada do Acadêmico REGINAL ALVES DE ARAÚJO, por suas quatro gestões administrativas na presidência da nobre entidade literária, na última das quais, em 2018, foi inaugurada a imponente sede própria no elegante edifício construído na Rua 14 de Julho, no nobre Bairro São Francisco. A uma só voz todos enaltecem o denodo do Presidente Reginaldo em seu esforço hercúleo junto às autoridades governamentais e particulares em busca de recursos financeiros para a realização da sonhada sede própria.     

O Doutor Reginaldo não mediu esforços para realização daquela obra tão edificante a todos os poetas e escritores sul-mato-grossenses, especialmente ao público pelo conforto de suas dependências e arrojo das linhas arquitetônicas, que premiam o tradicional São Francisco com o toque clássico greco-romano da novel edificação. Sempre que passo defronte de tão belo monumento, inevitavelmente vejo-me diante da figura impoluta do nobre paraibano, um incansável batalhador das letras e, como dito, um incentivador dos novos. Nascido no agreste, na pequenina e valente Itabaiana - Pedra Baiana em guarani -, terra de homens e mulheres de coragem, o intrépido conterrâneo de Augusto dos Anjos chegou a vender jornais pelas ruas do Recife, para custear seus estudos, o que bem demonstra sua férrea vontade de vencer na vida.

Chegou ao honroso título de doutor na veneranda USP, onde estudaram vultos consagrados da literatura brasileira, como CASTRO ALVES e vários outros monstros sagrados da literatura tupiniquim, o que revela a verve brilhante de REGINALDO ALVES DE ARAÚJO, como um pégaso em suas revoadas no olimpo das letras. 

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