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OPINIÃO

Gilson Cavalcanti Ricci: "O novo templo das letras"

Advogado
25/08/2017 01:00 -


Surge imponente o monumental templo das letras de Mato Grosso do Sul. Construído em linhas clássicas modernas, abrigará a sede da veneranda Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, o Olimpo sagrado da literatura pantaneira. Erguido   no tradicional Bairro São Francisco, numa região densamente povoada, o moderno edifício enriquece o belo conjunto arquitetônico daquele populoso bairro, e sua elegância se destaca dentre os nobres empreendimentos imobiliários de Campo Grande.

É dia de festa! Na colocação do último tijolo, os rouxinóis se reúnem alegremente nas frondes vizinhas, e entoam seus cânticos em louvor ao nascimento deste monumento às letras da Terra Morena. Fruto de um punhado de pégasos reunidos na Casa de Ulisses Serra, que conceberam o ideal de legar a Mato Grosso do Sul um edifício moderno, onde os vates pudessem se reunir com maior conforto. Fecharam os olhos às dificuldades, e não tardou o martelar dos pedreiros quebrar o silêncio do bairro tranquilo.  

Dentre os pertinazes acadêmicos envolvidos na concepção e construção desta nova sede da ALS, destaca-se um paraibano atávico, o escritor e poeta REGINALDO ALVES DE ARAÚJO, um idealista e fervoroso defensor das letras no Brasil, que não mediu esforços no seu agitado dia a dia, para realização desta obra alvissareira a todos os poetas e escritores sul-mato-grossenses. O irrequieto nordestino chegou a Campo Grande logo após a divisão do antigo Mato Grosso, vindo com a troupe de Harry Amorim Costa, primeiro governador do novo Estado, o nosso pujante Mato Grosso do Sul. Nascido no agreste paraibano, na pequenina Itabaiana, no dia 4 de agosto de 1946, o intrépido conterrâneo de Augusto dos Anjos vendia jornais pelas ruas do Recife, para custear seus estudos. Com esforço pessoal hercúleo, conseguiu concluir seus estudos na veneranda Universidade São Paulo, a tradicional USP, na qual colou grau em Teologia e Educação Escolar. Tão logo chegou à Terra Morena, deu continuidade aos estudos, licenciando-se em Pedagogia pela antiga FUCMAT. Envolvido no entusiasmo da elevação de Campo Grande à Capital do “Novo Estado”, juntou-se a poetas e escritores locais, que resolveram mudar o nome da Academia de Letras e História de Campo Grande, fundada em 1971, para Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, para dar-lhe em definitivo o status academus.

Com a nova estrutura acadêmica, a ASL palmilha pelo mundo maravilhoso das letras, reunindo uma plêiade de  notáveis personalidades literárias, cujos nomes na plenitude deixo de  citá-los neste espaço exíguo de jornal. Mas, não poderei deixar de citar alguns nomes veneráveis, como o jornalista JOSÉ BARBOSA RODRIGUES; o advogado JORGE ANTÔNIO SIUFI; a professora MARIA DA GLÓRIA SÁ ROSA; a professora OLIVA ENCISO; o educador LUIZ ALEXANDRE DE OLIVEIRA; o escritor HUGO PEREIRA DO VALE; e muitos outros imortais, que deixaram seus rastros marcados para sempre nas trilhas imortais das letras. Na atualidade, não posso deixar de citar a nossa bela conterrânea, a poetisa RAQUEL NAVEIRA, que nos encanta com seus belos poemas; o atual presidente, o já citado escritor, REGINALDO ALVES DE ARAÚJO; o escritor e juiz de direito aposentado, JOSÉ COUTO VIEIRA PONTES; o desembargador aposentado, RÊMOLO LETTERIELLO; o juiz federal, RENATO TONIASSO; o juiz eleitoral ABRÃO RAZUK; o poeta GERALDO RAMON PEREIRA; e outros notáveis imortais.

Cabe especialmente homenagear WILSON BARBOSA MARTINS, notável imortal, e nosso eterno governador, que honra a ASL como nobre acadêmico de brilho inapagável. Com seus veneráveis cem anos de vida, representa um esteio vivo da moralidade, que muito orgulha e prestigia seus ilustres confrades da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, que a partir de hoje dá continuidade à sua vivência acadêmica no edifício ora inaugurado, situado na Rua 14 de Julho, nº 4.715, Bairro São Francisco.

Felpuda


Acontecimentos policiais de grande repercussão deverão refletir seriamente na jornada de uns e de outros. Os cortes nos “tentáculos do polvo” os deixaram sem respaldo para enfrentar a maratona que há tempos participam, e com sucesso. Ao mesmo tempo que ficaram sem o aconchego financeiro, afastaram-se do abraço, até então muito amigo, preocupados com o ditado popular que afirma:  “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.