Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

OPINIÃO

Gilson Cavalcanti Ricci: "O novo templo das letras"

Advogado

25 AGO 2017Por 01h:00

Surge imponente o monumental templo das letras de Mato Grosso do Sul. Construído em linhas clássicas modernas, abrigará a sede da veneranda Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, o Olimpo sagrado da literatura pantaneira. Erguido   no tradicional Bairro São Francisco, numa região densamente povoada, o moderno edifício enriquece o belo conjunto arquitetônico daquele populoso bairro, e sua elegância se destaca dentre os nobres empreendimentos imobiliários de Campo Grande.

É dia de festa! Na colocação do último tijolo, os rouxinóis se reúnem alegremente nas frondes vizinhas, e entoam seus cânticos em louvor ao nascimento deste monumento às letras da Terra Morena. Fruto de um punhado de pégasos reunidos na Casa de Ulisses Serra, que conceberam o ideal de legar a Mato Grosso do Sul um edifício moderno, onde os vates pudessem se reunir com maior conforto. Fecharam os olhos às dificuldades, e não tardou o martelar dos pedreiros quebrar o silêncio do bairro tranquilo.  

Dentre os pertinazes acadêmicos envolvidos na concepção e construção desta nova sede da ALS, destaca-se um paraibano atávico, o escritor e poeta REGINALDO ALVES DE ARAÚJO, um idealista e fervoroso defensor das letras no Brasil, que não mediu esforços no seu agitado dia a dia, para realização desta obra alvissareira a todos os poetas e escritores sul-mato-grossenses. O irrequieto nordestino chegou a Campo Grande logo após a divisão do antigo Mato Grosso, vindo com a troupe de Harry Amorim Costa, primeiro governador do novo Estado, o nosso pujante Mato Grosso do Sul. Nascido no agreste paraibano, na pequenina Itabaiana, no dia 4 de agosto de 1946, o intrépido conterrâneo de Augusto dos Anjos vendia jornais pelas ruas do Recife, para custear seus estudos. Com esforço pessoal hercúleo, conseguiu concluir seus estudos na veneranda Universidade São Paulo, a tradicional USP, na qual colou grau em Teologia e Educação Escolar. Tão logo chegou à Terra Morena, deu continuidade aos estudos, licenciando-se em Pedagogia pela antiga FUCMAT. Envolvido no entusiasmo da elevação de Campo Grande à Capital do “Novo Estado”, juntou-se a poetas e escritores locais, que resolveram mudar o nome da Academia de Letras e História de Campo Grande, fundada em 1971, para Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, para dar-lhe em definitivo o status academus.

Com a nova estrutura acadêmica, a ASL palmilha pelo mundo maravilhoso das letras, reunindo uma plêiade de  notáveis personalidades literárias, cujos nomes na plenitude deixo de  citá-los neste espaço exíguo de jornal. Mas, não poderei deixar de citar alguns nomes veneráveis, como o jornalista JOSÉ BARBOSA RODRIGUES; o advogado JORGE ANTÔNIO SIUFI; a professora MARIA DA GLÓRIA SÁ ROSA; a professora OLIVA ENCISO; o educador LUIZ ALEXANDRE DE OLIVEIRA; o escritor HUGO PEREIRA DO VALE; e muitos outros imortais, que deixaram seus rastros marcados para sempre nas trilhas imortais das letras. Na atualidade, não posso deixar de citar a nossa bela conterrânea, a poetisa RAQUEL NAVEIRA, que nos encanta com seus belos poemas; o atual presidente, o já citado escritor, REGINALDO ALVES DE ARAÚJO; o escritor e juiz de direito aposentado, JOSÉ COUTO VIEIRA PONTES; o desembargador aposentado, RÊMOLO LETTERIELLO; o juiz federal, RENATO TONIASSO; o juiz eleitoral ABRÃO RAZUK; o poeta GERALDO RAMON PEREIRA; e outros notáveis imortais.

Cabe especialmente homenagear WILSON BARBOSA MARTINS, notável imortal, e nosso eterno governador, que honra a ASL como nobre acadêmico de brilho inapagável. Com seus veneráveis cem anos de vida, representa um esteio vivo da moralidade, que muito orgulha e prestigia seus ilustres confrades da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, que a partir de hoje dá continuidade à sua vivência acadêmica no edifício ora inaugurado, situado na Rua 14 de Julho, nº 4.715, Bairro São Francisco.

Leia Também