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ARTIGO

Gilson Cavalcanti Ricci: "Homenagem ao soldado"

Advogado

16 AGO 19 - 02h:00

Nas duas batalhas dos Guararapes, em Pernambuco, travadas contra o invasor holandês, venceram gloriosamente as armas coloniais brasileiras. A primeira delas, travada em 19 de abril de 1648. E a segunda e última, em 19 de fevereiro de 1649, esta ocorrida no Monte dos Guararapes, situado numa região pantanosa no sul da capital pernambucana. Nesta batalha, depois de cinco horas de renhido combate, deu-se fim definitivo às invasões holandesas no Brasil durante o Século 17. Em ambas as batalhas, mais de noventa por cento dos combatentes eram naturais do Brasil: brancos nativos na colônia, comandados pelo fidalgo André Vidal de Negreiros; negros alforriados, comandados por Henrique Dias, negro intelectual, herói da batalha de Monte Calvo, na qual perdera uma das mãos e continuou lutando com a outra; e seiscentos índios de etnia guarani, comandados pelo bravo cacique Felipe Camarão.

Em ambas as batalhas gloriosas, plasma o embrião do Exército Brasileiro, amálgama de homens honrados e bravos guerreiros. Grandiosa instituição amoldada nos princípios democráticos e cristãos, dedicada ardorosamente à defesa da Pátria e das instituições nacionais. Presente em todos os momentos de ameaça à democracia e à segurança nacional, o Exército Brasileiro sempre foi o baluarte imbatível diante dos inimigos do Brasil e das liberdades democráticas, como atestam seus feitos heroicos na Intentona Comunista de 1935 e na Guerrilha do Araguaia no biênio 1972/1974, quando, em ambos os momentos, a ameaça de implantação da ditadura comunista no Brasil fora debelada implacavelmente.
Seu patrono é o generalíssimo Luiz Alves de Lima e Silva, o impávido Duque de Caxias, o Tigre de Itororó de quem tanto nos orgulhamos. Soldado e estadista detentor de virtudes consagradas no fragor das batalhas e nos umbrais da política imperial. Sob sua égide e doutrina, forjou-se o soldado brasileiro na guerra e na paz. Nos campos encharcados do Paraguai e na neve inclemente dos Apeninos, na Itália, os bravos soldados de Caxias escreveram na história do mundo páginas épicas de amor à Pátria e fervor aos princípios da democracia consagrados pelos povos livres.

Nas guerras internas, destacando-se Balaiada, Canudos e Farroupilha, e mais recentemente a Intentona Comunista e a Guerra do Araguaia, o Exército Brasileiro lutou bravamente em defesa da democracia e da Constituição, e foi o vencedor absoluto! Mormente na última ameaça à soberania do povo brasileiro, denominada “Guerrilha do Araguaia”, quando os sicários do comunismo, na tentativa de impor no Brasil, pelas armas, a sinistra ditadura marxista, foram derrotados fragorosamente.

Nosso valoroso Exército tem nos seus soldados a esperança do povo brasileiro por uma Pátria ordeira e livre de seus covardes inimigos. “É a guarda da Pátria”. É a fibra de homens dispostos ao sacrifício supremo da própria vida por um país soberano e justo. Em suas cores “rebrilha a glória, fulge a vitória!” – Filigranas de um hino consagrado aos guerreiros do nosso sempre vitorioso Exército Brasileiro. Inesgotáveis os adjetivos para destacar a grandeza moral e operacional do nosso pujante Exército. Palavras não expressam toda a magnitude dessa respeitável instituição defensora das liberdades democráticas. Seus feitos heroicos em prol do nosso amado Brasil falam mais alto. Não fossem as ações enérgicas de combate aos traiçoeiros asseclas do comunismo totalitário, certamente estaria o povo brasileiro submisso a déspotas bolcheviques. Portanto, imperdoável que os apátridas da esquerda marxista-leninista maldigam os heróis de 1964, enquanto bajulam vergonhosamente os ditadores comunistas de míseras republiquetas. 

Portanto, todos nós brasileiros – civis e militares – temos o dever sacrossanto de render tributo ao SOLDADO BRASILEIRO, por seu bravo patrono, o glorioso DUQUE DE CAXIAS, nascido em 25 de agosto de 1803, no bucólico sítio fluminense da Estrela – como num vaticínio do brilho fulgurante do homem e do soldado.

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