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OPINIÃO

Gilson Cavalcanti Ricci: "Faxineira cai do sexto andar e não morre"

Advogado

4 OUT 19 - 01h:00

A caótica situação social deixada pelos mandarins da esquerda comunista depois de duas décadas no poder afeta miseravelmente milhões de trabalhadores brasileiros da iniciativa privada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os governos petistas deixaram o alarmante saldo negativo de mais de doze milhões de desempregados, e a colossal cifra de mais de quarenta milhões de trabalhadores na informalidade. Pasma que o rótulo retumbante de Partido dos Trabalhadores, ao contrário da falácia de seus dirigentes, na verdade é o algoz da massa trabalhadora no Brasil.        

Para sobreviver nesse imenso teatro do absurdo, jovens, adultos e até mesmo pessoas idosas veem-se obrigados a se submeterem a trabalhar de sol a sol sem nenhuma garantia legal, como no caso da informalidade. Chefes de família desempregados, no desespero da aflitiva situação familiar, não discutem condições, tampouco valor do salário, e assim se submetem a trabalhar – muitas vezes em serviço penoso – sem justa retribuição salarial e sem garantias previdenciárias. Atualmente, com a mudança do sistema político nacional e a investida no poder de pessoas desatreladas a ideologias alienígenas, paira nos ares de nossa Pátria a esperança alvissareira de radical mudança desse panorama tétrico, que não pode mais persistir em castigar o povo brasileiro de forma cruel e vergonhosa perante os povos livres.

Duas décadas perdidas se passaram nas mãos de pessoas incompetentes, submissas a nababos apátridas e corruptos. Durante esse interregno, os trabalhadores brasileiros foram atingidos pelo desdém dos governantes, os quais jamais se comoveram com o sofrimento dessa humílima parcela da população brasileira, enquanto eles – governantes – nadavam na orgia da corrupção e entabulavam relacionamentos políticos e econômicos altamente prejudiciais aos interesses do Brasil, por meio de conchavos com ditadores comunistas de míseras republiquetas latino-americanas e africanas.

A incúria governamental para com o trabalhador brasileiro chegou ao ponto de afrouxar a fiscalização sobre o tipo e as condições de trabalho e assim os responsáveis menosprezaram os preceitos da segurança do obreiro no desempenho de suas tarefas. Trocado em miúdos: além das mazelas provocadas na economia nacional, que repercutiram na gigantesca multidão de desempregados, a segurança do trabalho ficou relegada a segundo plano pelas entidades patronais, graças à inércia dos governos dos trabalhadores, o PT, ironicamente denominado Partido dos Trabalhadores. Em razão disto, os acidentes de trabalho se avolumaram e as estatísticas mostram a grande quantidade de acidentes desse tipo, muitas vezes fatais, que muito bem poderiam ser evitados, caso o governo interferisse honestamente e com firmeza em favor da segurança do trabalhador.    

Dias atrás, uma trabalhadora caiu do sexto andar de um prédio em Campo Grande, quando limpava a vidraça de uma janela. Comovido, tive conhecimento de que a heroica trabalhadora nada sofreu, como um verdadeiro milagre de Deus! Os bombeiros disseram que a obreira – uma moça de vinte anos mais ou menos de idade – caiu sobre um toldo, o qual amortizou a queda, salvando de morte certa nossa brava conterrânea. Não entro na suspeita de desleixo do patrão neste caso, todavia, a vítima não estava protegida por nenhum instrumento de segurança do trabalho, como assim noticiou a imprensa.

Comovido pelo exemplo dignificante e hercúleo dessa nossa heroica compatriota, sugiro que o povo de Campo Grande a homenageie como heroína do trabalho, ajudando-a com dinheiro, ou produtos de necessidades. Na verdade, ela mostra ao mundo o valor de uma moça – menina ainda – que ama o trabalho e a decência. Com seu ato eivado de grande perigo, ela se uniu a milhares de outros trabalhadores que se imolaram no trabalho, vítimas do desleixo patronal, ou se mutilaram, carregando para sempre as marcas do acidente. Leitor amigo: não deixe cair no esquecimento esse exemplo de dignidade e coragem, que nos anima a ter esperança por um mundo melhor, mais pacífico e menos injusto.

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