Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

ARTIGO

Gilson Cavalcanti Ricci: "As faces do demo"

Advogado

18 NOV 19 - 02h:00

Brasil. Século 21. Ministros da Suprema Corte de Justiça do País reunidos solenemente perante as câmeras de televisão abriram as portas dos presídios a milhares de criminosos de alta periculosidade, entre os quais famigerados praticantes do crime do colarinho-branco,  processados e condenados ao término da instrução penal, quando tiveram devidamente comprovada a culpabilidade. O ministro-decano, empolgado com sua beca elegante, expôs seu longo voto durante mais de três horas seguidas, arvorando cátedra sobre a “ilegalidade de prisão de condenados após a segunda instância”. O velho jurista falou, falou e falou... Teceu loas ao crime, condenando prisão antes do “trânsito em julgado” da sentença condenatória, após esgotados todos os recursos cabíveis na via penal, baseando sua tese no aforismo “presunção de inocência do réu”. Cinco ministros seguiram o malévolo entendimento, expondo seus respectivos votos também em longas laudas, em discussão da matéria durante mais de dois meses de sessões plenárias. Finalmente, no dia 7 de novembro de 2019, resolveram encerrar o assunto, e assim anularam a prisão em segunda instância de condenados penalmente, devendo iniciar-se o cumprimento da pena somente após o trânsito em julgado da sentença condenatória, e “esgotados todos os recursos penais cabíveis”, como assim julgou o ministro-decano. Foi uma grandiosa vitória para os criminosos presos em segunda instância, que puderam a partir de então ganhar a liberdade plena. Na verdade, foi uma glorificante apoteose para políticos condenados pelo crime do colarinho-branco, mormente para os membros da esquerda petista, quando viram sair da carceragem seu líder máximo, o ex-operário do ABC Luiz Inácio Lula da Silva, o qual, em alto e bom som, disse no discurso proferido perante seus fanáticos adeptos que “o Brasil está estourado e ele irá consertá-lo”, sendo aplaudido freneticamente pelos pelegos à sua volta.

Permita-me o leitor minha sincera opinião acerca de tal pronunciamento de um ex-presidente da República, chefe de um fortíssimo partido de esquerda, o qual governou o Brasil por mais de vinte anos seguidos e, ao entregar o governo ao sucessor após esse considerável interregno, deixou estourada a economia nacional, com várias empresas públicas e privadas em vias de falência, notadamente a Petrobras e, pasme, com o assombroso saldo social negativo de mais de treze milhões de desempregados, segundo fidedignas fontes estatísticas. Não sou adepto de qualquer segmento político. Apenas cumpri – e cumpro – fielmente a obrigação cívica eleitoral ao longo de minha vida de cidadão brasileiro, chegando a exercer por seis vezes seguidas a função de mesário em várias eleições. Todavia, tenho direito lídimo de censurar o capo petista, Lula, quando diz a seus empolgados seguidores que “irá consertar este país”. Ora, esteve ele – e seus correligionários – durante mais de vinte anos absolutos no governo, e o que fez pela Pátria? Em que situação os petistas entregaram o governo ao sucessor? Portanto, não temo em afirmar o meu humílimo testemunho acerca da questão. Vi e ouvi, como também tive conhecimento por outros meios de comunicação, as desastrosas administrações do PT, quando milhões de brasileiros queixavam-se dos mesmos males de agora – ou talvez piores. Fui informado por estas mesmas fontes sobre a remessa de bilhões de dólares para ditadores comunistas de míseras republiquetas. Vi e ouvi pela TV Lula em Cuba esculhambando a honra do povo brasileiro, quando entrevistado pela imprensa internacional ao lado do mausoléu do Soldado Desconhecido em Havana, afirmando perante as câmeras mundiais “não haver heróis no Brasil a comemorar”(!).

Essas e outras filigranas lulistas demonstram bem o grau de aversão do capo às coisas autênticas do nosso amado Brasil, notadamente à história épica dos grandes heróis brasileiros, que se imolaram no Altar da Pátria, cujos nomes estão gravados no Panteão dos Heróis e Heroínas da Pátria em Brasília. Não são poucos, mas uma multidão de homens e mulheres valentes, que não temeram a morte na guerra diante de ferrenhos inimigos do nosso glorioso País,  e muitos outros incontáveis heróis anônimos da atualidade.

Em repúdio à ideologia antipatriótica petista, presto respeitosa continência aos bravos heróis do Brasil!

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Afronta à Constituição"

ARTIGO

Fernando Mendes Lamas: "Automação na agricultura"

Pesquisador na Embrapa Agropecuária Oeste
OPINIÃO

Renato Falchet Guaracho: "Afinal, a maconha foi liberada no Brasil?"

Advogado
CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira: "O exemplo vem de cima"

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião