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ARTIGO

Frederico Valente: "Renúncia condicionada, a grande saída para a crise"

Engenheiro, especialista em Gestão Pública, foi Secretário de Estado de Planejamento, Ciência e Tecnologia
07/06/2017 02:00 -


Colaborando com essa ideia que está em discussão em todos os setores consequentes da política e da sociedade:

Presidente Temer, a história nunca vai tirar de seu currículo sua imensa capacidade de articulação, comprovada no encaminhamento que estava garantindo a aprovação de reformas extremamente importantes para o futuro do Brasil.

Presidente Temer, o senhor ainda pode se salvar para a história se neste novo momento, mostrar toda sua capacidade de entendimento da política e fazer aquilo que talvez somente o senhor e a força de seu cargo podem fazer, ou seja, arregimentar forças políticas para salvar o Brasil.

Renuncie! Mas condicione tal gesto de grandeza a um grande entendimento nacional com base num plano de contingências, que complete as reformas, incluindo a reforma política, preparando o Brasil para as eleições de 2018.

Um sonho? Uma utopia? Pode ser, mas se o senhor quiser pode se tornar uma realidade. Mas tem que ser urgente. A economia está resistindo bravamente a esta crise, graças às esperanças de que um gesto dessa magnitude venha a ocorrer.

O momento em que ficar definido que não teremos uma solução rápida, cria um clima alongado de instabilidade, desconfiança e incerteza em relação ao futuro. Teremos então a repetição do período “Fora Dilma” em que o País caiu na recessão e o desemprego explodiu.

O ambiente criado pela descomunal crise de valores em todos os poderes é propício para esse grande entendimento nacional, pois o toma lá dá cá que sempre moveu a política nacional se esgotou, não há o que negociar segundo os princípios da velha política, o combustível acabou.

Tal entendimento deverá se dar de forma aberta e transparente. O Brasil precisa de uma sinalização de que algo vai mudar de verdade. Todos precisamos disso, principalmente a classe política que carece de um mínimo de credibilidade para entrar na próxima disputa eleitoral, além do que, novas e claras regras eleitorais precisam ser definidas, pois da forma que está é impossível se prever o que vai acontecer.

Ao que tudo indica o senhor terá problemas com a Lava Jato, mas isso virá de qualquer forma, mais cedo, ou mais tarde, e será tanto pior quanto mais tempo permanecer no cargo, sofrendo a imensa pressão da sociedade que irá fragiliza-lo politicamente.

Deixe a Lava Jato para seus advogados, cuide da política, use seu poder e sua competência. Esse gesto de grandeza vai gerar um ganha ganha para todos, para nós cidadãos, para o senhor, para a classe política, para a economia e até para a imagem externa do Brasil.

Felpuda


Partido está aos poucos montando a que vem sendo chamada de “chapa do quartel”, pois os pré-candidatos são oriundos da caserna. Há quem diga que os dirigentes da legenda ainda estão querendo pegar carona no “fenômeno Bolsonaro”, esquecendo-se que o presidente, embora vindo da área militar, está na política há 30 anos e o seu programa de governo agradou 57,7 milhões de eleitores. Dizem que tchurminha será obrigada a adicionar mais ingredientes no currículo, senão...