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Campo Grande - MS, segunda, 19 de novembro de 2018

opinião

Fabiane Esperança Rocha: "Cadê as vagas?"

Psicóloga e psicoterapeuta

8 AGO 2017Por 01h:00

Esta é a pergunta que insisto em fazer, cadê as vagas para as pessoas com deficiência?

Quando me chamam para alguma entrevista, fico até com receio de dizer que tenho alguma deficiência, e a minha deficiência é quase imperceptível diante das outras, ou seja, é menos grave que as deficiências que vejo e tenho conhecimento e não consigo nenhuma recolocação, mas, para disfarçar, dizem que o meu currículo é muito bom para aquela vaga, então volto para a pergunta do meu artigo anterior: “Vale a pena ser um profissional qualificado?”

Você estuda, se prepara e se especializa, mas hoje o diploma é um mero pedaço de papel que não tem mais valor, serve apenas para decorar parede.               

Dias atrás, fui chamada para uma entrevista de emprego por meio de um anúncio do jornal para onde enviei meu currículo e, então, um dia antes a pessoa me liga desmarcando a entrevista e dizendo que a vaga já havia sido preenchida.

O que foi isso? Você fica a ver navios, mas você pensa bem e chega à seguinte conclusão, foi o tal do pistolão que já tinha alguém no gatilho para colocar na vaga, e é mais uma desconsideração a ser superada por mim, já as pessoas que haviam sido selecionadas para a entrevista, resta torcer para que não repitam o mesmo erro com outras pessoas. Infelizmente, quem não tem padrinho ou pistolão não consegue muita coisa, e hoje é assim.

“Li uma frase em uma rede social de um autor desconhecido: É melhor estar preparado e não ter oportunidade do que ter oportunidade e não estar preparado”, cadê a oportunidade? Não existe, é nula, principalmente para nós, pessoas com deficiência.

Infelizmente, temos de continuar batendo na mesma tecla, até que uma hora dá um “clique” e as pessoas passam a nos enxergar como capazes, e não mais invisíveis, como também a lei de cotas, a qual comemorou 26 anos de existência este mês e que é invisível para a maioria das empresas, assim como nós, e que nos ofereçam uma oportunidade digna de trabalho.  

Esperança é a última que morre e quero estar aqui para ver isso.

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