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Campo Grande - MS, quarta, 14 de novembro de 2018

OPINIÃO

Ernesto Caruso: "Ratos insaciáveis"

Militar reformado

31 MAI 2017Por 01h:00

 Os ratos bichos são assim, caem na arapuca/ratoeira quando buscam o alimento e encontram o opositor humano, que não aceita dividir o mesmo espaço com essa espécie de animal, ressalvado o caso de povos que o idolatram e o alimentam.

No entanto, há de se entender o degradante momento político envolvendo o rato humano que exerce o mesmo papel do rato bicho diante da fome, com a diferença de que o rato bicho cai na armadilha pela necessidade de se alimentar e sobreviver. Já o rato humano é uma espécie de animal insaciável diante do vil metal.

O dinheiro cega o rato humano a pontode não medir o perigo da oferta fácil do enriquecimento, do tirar proveito da oportunidade que a sorte o bafejou de assumir uma posição de chefia, de guarda, de servidor; de representante do povo que o elegeu para a administração pública; ou que a sociedade oportuniza aos seus integrantes para que em função de um concurso, o cidadão assuma um cargo por mérito.

Outra semelhança entre esses tipos de ratos aparece nitidamente no ditado popular de que os ratos são os primeiros a abandonar o navio ao afundar. O “salve-se quem puder” aparece também na briga entre quadrilhas para a divisão do butim ou para escapar das malhas da Justiça. Quadrilhas que na política são chamadas de partidos, nada diferente do PCC, salvo no significado da letra “P”, que não é “partido”; por extenso, Primeiro Comando da Capital.

Mesmo embrenhados na Capital, Brasília, espalham-se pelos esgotos de âmbito nacional, com voraz apetite sobre o capital amealhado pelo suor do brasileiro, registrado pelo “impostômetro” em mais de 800 bilhões de reais (maio/2017).

O que sobra nas siglas partidárias, plenas da letra “S” de socialistas, falta-lhes sentimento de solidariedade, dedicação, responsabilidade, caridade e agradecimento pelos altos salários, aposentadorias, benesses. São crápulas da pior espécie. Não têm respeito pelo próprio nome nem honram seus antepassados. Ambição ilimitada. De todos os matizes, de comunistas a neoliberais.

Uma relação promíscua entre bruxos, jacarés e crocodilos; são ardilosos ao extremo nas alianças temporárias, pois a única fidelidade que lhes molda o caráter e à que se dedicam é a sobrevivência da própria pele.  

Lembrar do escárnio com que depunha diante das autoridades o patriarca da empresa investigada, Emílio Odebrecht. Entre sorrisos e desprezo pela Nação brasileira que alimentava o seu império do mal discorria sobre as propinas que passava aos agentes públicos, qualificados por ele de jacarés, de boca menor em relação à voracidade e tamanho da boca dos crocodilos ávidos pelos milhões de reais/dólares que se transformaram. Abjeta metamorfose.

Inversamente proporcional, faz aumentar o tamanho da boca e a violência do predador e, reduzir o cérebro à irracionalidade do outro grupo animal. Violência na avidez de se locupletar com recursos financeiros para adquirir bens e levar uma vida de prazeres sem limite, sem pensar nas necessidades mínimas dos contribuintes, em especial dos mais carentes. Abutres com penas de ouro que se sustentam no fausto a custas de tantos que morrem prematuramente por falta de recursos nos hospitais.

Bruxos que estão presentes também na OAS e na JBS, esta partícipe das últimas cenas de corrupção e delações céleres que surpreenderam a sociedade brasileira. Textos e fotos no ventilador mais gravações anunciadas e não apresentadas, tendo como alvos principais o PMDB e o PSDB, nas figuras do presidente Michel Temer e do senador Aécio Neves, afastado do exercício das funções por decisão do ministro do STF, Edson Fachin, que o livrou da prisão pedida pelo procurador-geral da República.

A lembrar que a irmã do senador, Andréa Neves, foi presa por agentes da Polícia Federal.
Estranha-se toda essa montagem, ao que parece bem documentada com provas, mas com mera citação do ex-ministro Mantega, que já esteve preso e agora está solto.

Importante que a Justiça não distinga, entre os agentes corruptos, os vermelhos dos laranjas.   

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