CORREIO DO ESTADO

Editorial deste sábado: "Pagando pelos erros do governo"

Editorial deste sábado: "Pagando pelos erros do governo"
05/09/2015 00:00 -


 

Para sair desta turbulência econômica, que parece não ter fim, a presidente Dilma Rousseff terá de planejar muito bem suas ações e agir rápido

Sem saída, por culpa de sua má gestão no primeiro mandato, pelas escolhas equivocadas em sua política econômica e pela corrupção praticada por seu partido, o PT, a presidente da República, Dilma Rousseff, quer que a população economicamente ativa pague a conta do desastre que tem sido sua administração.

Depois de anunciar um orçamento deficitário para o exercício de 2016 de R$ 30,5 bilhões, a presidente tenta tomar dinheiro da população para garantir ao mercado que suas contas não ficarão no vermelho no próximo ano. Diga-se de passagem, em 2015, o governo federal, a julgar pelos dados catastróficos divulgados nos últimos meses, certamente fechará suas contas com deficit também.

Na semana passada, usando a estratégia conhecida como “balão de ensaio”, o governo federal cogitou relançar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas recuou depois de políticos e empresários rechaçarem de pronto a proposta de aumentar mais a carga tributária.

Com a recusa dos organismos da sociedade civil organizada, o governo entregou um orçamento deficitário na segunda-feira (31 de agosto) e, agora, busca meios para arrecadar mais. Não há muitas opções para Dilma Rousseff. O que existe é a proposta de recriação da CPMF, associada a alguma “bondade”, conforme publicado na edição de ontem do Correio do Estado. O objetivo da administração federal é arrecadar, pelo menos, R$ 70 bilhões por ano, em um período de dois anos. Ou seja, quer tomar R$ 140 bilhões do bolso dos brasileiros.

Seria mais prudente se o governo federal fizesse seu dever de casa antes de dar a conta de suas ações desastradas para a sociedade pagar. Entenda-se como dever de casa o corte de gastos, sobretudo, a redução de cargos, funções de confiança e ministérios e o corte no custeio.

Uma diminuição significativa nas despesas da administração federal certamente aliviaria a carga sobre a população e ajudaria no resgate da confiança perdida na economia (que está em crise).

Para sair desta turbulência econômica, que parece não ter fim, a presidente Dilma Rousseff terá de planejar muito bem suas ações e agir rápido. Algo que não ocorreu nos últimos quatro anos. Não adianta aprofundar o ajuste fiscal e cobrar mais impostos de quem gera empregos.

É preciso também manter o investimento em áreas estratégicas, principalmente, no setor de infraestrutura e construção civil, para manter a liquidez da economia e resgatar a confiança dos brasileiros e do mercado de capitais. O grande problema é que a divulgação de escândalos de corrupção que envolvem o governo parece não ter fim, e assim fica difícil para o cidadão, que trabalha honestamente, confiar na presidente. 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".