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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

correio do estado

Editorial desta terça-feira:
'Essa conta não é nossa'

13 MAR 2018Por 03h:00

Política de congelamento de preços, aliada à corrupção desatada, custou alto à Petrobras no passado e, mais uma vez, quem paga a conta é a população.

A política de congelamento de preços adotada pelo governo do PT, além de anos e anos de sangria desatada, custou não apenas a imagem daquela que era considerada um orgulho nacional, mas também a saúde financeira da Petrobras.

Casos de desvios de dinheiro, de obras superfaturadas e de corrupção emergiram no governo do PT e quase afundaram a estatal brasileira.

O remédio para salvar a Petrobras foi amargo e, como todos os remédios amargos de governos e governantes, é empurrado ao brasileiro goela abaixo. Neste caso específico, a dose é cavalar e dói no bolso toda vez que ele precisa abastecer.

Desde a saída da ex-presidente Dilma Rousseff, a companhia tem adotado novas medidas de atualização de preços. A ideia é deixar a Petrobras cada vez mais com cara de empresa privada.

Em um primeiro momento, foram anunciados reajustes mensais. Depois, em meados do ano passado, foi anunciado o golpe final para o consumidor: a política de reajustes diários do preço dos combustíveis no Brasil.

Esse congelamento de preços foi considerado um equívoco por lideranças até mesmo de dentro da cúpula do partido. O resultado de tudo isso foi que, em menos de seis meses, os preços variaram mais de 100 vezes em todo o País.

Claro, mais para cima do que para baixo. O impacto foi ainda maior por conta do período: a nova política de preços foi anunciada quando o Brasil enfrentava uma das suas piores recessões econômicas; crise que, por sinal, ainda não passou.

O campo-grandense, por exemplo, precisa desembolsar média de R$ 4 por litro da gasolina para abastecer. Com um valor desses, é claro que o consumo caiu, como mostra reportagem do Correio do Estado desta terça-feira. Não há quem aguente! 

Tem muita gente trocando carro por moto ou criando rodízio de carona com amigos e familiares. O ideal seria migrar para o transporte público. Este, porém, ainda é um sonho que se torna cada vez mais distante quando vemos ônibus lotados, em péssimas condições – incluindo goteiras no telhado.

O fato é que os combustíveis são importante fonte de arrecadação para o governo. Tanto que, cansada de apanhar sozinha, a Petrobras resolveu divulgar seus preços livres de tributos.

A diferença foi tamanha, que levou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a anunciar a possibilidade de reduzir a carga tributária sobre os combustíveis.

A declaração ocorreu depois de o governo ter comunicado estudo para mudar a fórmula de cálculo de reajustes da Petrobras, possibilidade negada pela estatal. É fato que alguma medida precisa ser tomada para frear esses reajustes.

Só é esperado que não seja mais uma medida política, visando às eleições de outubro. Está mais do que na hora de o Brasil parar de tratar de planos de governo e pensar em plano de Estado.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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