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Campo Grande - MS, quarta, 21 de novembro de 2018

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Crônica de Maria Adélia Menegazzo: "Preciso desenhar?"

18 JUL 2017Por 07h:48

Tenho uma lista. Você tem uma crônica? Quando tudo é urgente, é para ontem, listas são uma boa alternativa para não deixar nada de lado. Ainda assim, alguma coisa escapa, mas hoje preciso escolher alguns itens da minha lista de “assuntos-para-uma-boa-crônica”.

Talvez eu pudesse começar falando do susto que levei ao ver uma pedestre cair no meio da rua, e bem na minha frente, ao tropeçar num degrau, porque a prefeitura fez o favor de não terminar o asfaltamento dos dois lados da Marquês de Lavradio.

Preciso desenhar? Assim: começaram a recapear a rua, que estava intransitável, mas parece que acabou o dinheiro, (ou será que trocou de prefeito?) e, então, só asfaltaram um lado. Ficou um degrau! No meio da rua! Há dez meses! E a moça que pagou o pato, o ganso e o cavalo. Deu com o rosto no chão. Um horror!

Quem sabe, falar de buracos e ruas não seja o melhor caminho, mas eu entrei num buraco na esquina da Prof. Severino de Queiroz com a Sebastião Lima.

Como se não bastassem aqueles provocados pela natureza, fizeram um buraco!!! Não sei se pra água ou esgoto, o certo é que quando virei à direita, meu carro passou metade dentro do buraco!

Só quem já caiu pra saber a sensação. Aliás, tenho pesadelos quando entro em uma rua e vejo que estão cavando para ligações de água ou esgoto. Sei que, inevitavelmente, vai aparecer ou uma coisa côncava, ou uma coisa convexa no meio do caminho. Não seria o caso de a prefeitura exigir das prestadoras de serviço que deixassem tudo lisinho como dantes no quartel de abrantes?

Ainda no item ruas e buracos, acrescentei sinalização horizontal, para aqueles motoristas pés de valsa, que dançam de um lado ao outro da pista sem dar sinal e, pelamordedeus, placas com os nomes das ruas em cada esquina, em todos os bairros. Como vou ler o nome de uma rua, quando existe, colado num poste?

Já viu meu tamanho? Põe no GPS? Como, se eu não sei o nome da rua? Claro que já entreguei meu problema: tenho dificuldade de encontrar lugares de imediato. Preciso de mapa, nome e número! De preferência, com desenho. 

Para continuar na cidade e os pobres cidadãos, só mais um item, desses que tiram a gente do sério. Tenho um suporte para colocar sacos de lixo, como manda o figurino. Nele deposito todo o lixo que, infelizmente, é gerado na minha casa. Aos sábados, os recicláveis.

Tudo certo? Certíssimo! Mas eu tenho um vizinho ou vizinha, que tem um cachorrinho, e que deposita o saquinho de cocô do bichinho na minha lixeira.

Fico ansiosa esperando pelo dia em que ele ou ela vai tocar a campanha da minha casa e pedir pra eu colocar o saquinho deles junto com o meu lixo orgânico da semana. Que civilizado seria, não? Ou civilizado seria que ele ou ela jogasse o saquinho no seu próprio lixinho?

Falar de coisas boas é sempre uma opção. Sair com amigos e amigas, rir muito, fofocar um pouco e embriagar-se de afetos, não tem coisa melhor.

Então, porque é que eu preciso, ainda, falar daquilo que nada vale: dança das cadeiras, tropa de choque, vossas excelências, “in dúbio pro réu”, provas, indícios, trilhos e túneis, etc. etc.? Basta!

Vamos acabar de vez com essa crônica e sair por aí, cantando com Elba Ramalho: Não pensem que vocês nos enganam, nosso povo não é besta!
Ficou meio sem pé nem cabeça? Mas quem não fica?

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