Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo: "Trabalho sério na fronteira"

12 OUT 19 - 03h:00

Combate ao crime e a qualquer outro tipo de ilegalidade é um trabalho nobre, pois é uma das melhores formas de homenagear os cidadãos que obedecem às leis.

Em quase todos os lugares do mundo, as regiões de fronteira soam como um convite aos que pretender executar ações e operações ilegais. É natural que isso ocorra, e é natural que os países, sobretudo aqueles que exercem uma posição de destino das ilegalidades, reforcem suas atuações nas regiões fronteiriças.

Por causa da imigração, cada vez maior em todo o planeta e potencializada tanto pela facilidade de ir e vir quanto pelo aumento de movimentação de mercadorias entre os países, as fronteiras – pelo menos nas últimas três décadas – nunca estiveram tanto no foco do debate mundial como estão agora. O caso mais emblemático sobre reforço de divisas vem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fala cada vez mais não somente em “fechar” sua fronteira com o México, mas de construir um muro nela. Há quem seja veemente contra e há quem apoie. O fato é que este discurso foi um dos pilares de sua eleição, em 2016.

No Brasil, país que ao mesmo tempo é destino de produtos ilícitos, como maconha, cocaína e produtos contrabandeados, mas que também é corredor destas mercadorias ilegais para outros continentes, sobretudo o europeu e o africano, o tema fronteiras também sempre foi muito cobrado pela população. Há, pelo menos, quarenta anos que se tem notícia de que as áreas de divisa com o Paraguai e a Bolívia, por exemplo, são porta de entrada de mercadorias ilegais ou adquiridas ao arrepio da lei.

Se antigamente o principal item contrabandeado era o café, hoje é o cigarro fabricado no Paraguai, além, claro, das drogas como maconha e cocaína. Nesta edição, por exemplo, mostraremos os dados das principais forças de segurança que atuam na fronteira sobre o contrabando de cigarros. As apreensões neste ano são menores que no ano passado, e a explicação dos policiais para o fenômeno é de que o trabalho deles aumentou e, por isso, os contrabandistas estão introduzindo seus produtos ilegais por meio de outros estados.

Por outro lado, as apreensões de cocaína pela Polícia Federal em 2019 atingem níveis nunca antes vistos. Isso ocorreu em Mato Grosso do Sul e no restante do País.

Ainda não é possível afirmar se os contrabandistas e traficantes estão ou não perdendo força. Mas é possível, com muita convicção, afirmar que as forças de trabalhando estão trabalhando intensamente nas fronteiras e no combate a estes grupos criminosos.

Combate ao crime e a qualquer outro tipo de ilegalidade é um trabalho nobre, pois é uma das melhores formas de homenagear os cidadãos que obedem às leis. Somente pela rigidez na aplicação das regras é que teremos um país mais seguro e justo para todos.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

CORREIO DO ESTADO

Confira nosso editorial desta segunda: "Antes tarde do que nunca"

ARTIGO

Natalia Bacaro Coelho: "E quando os filhos abandonam os pais?"

Advogada
OPINIÃO

MAteus Boldrine Abrita: "Deflação: parece legal, mas não é"

Professor e doutor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
ARTIGO

Venildo Trevisan: "Celebrar"

Frei

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião