CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo: "Regional foi para a UTI"

Confira o editorial deste sábado/domingo: "Regional foi para a UTI"
18/01/2020 03:00 -


O Hospital Regional não voltará ao padrão ideal de uma hora para outra. Ficam duas dicas de por onde começar: não permitir que insetos convivam com pacientes e pôr fim ao matagal no entorno.

Melhorar a gestão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul se tornou o problema mais urgente a ser solucionado pela Secretaria Estadual de Saúde, responsável pela instituição que atende a população de todas as cidades do Estado, e não somente de Campo Grande, onde está localizada. Nesta edição, mostramos mais uma denúncia, considerada grave por muitos especialistas em saúde, de que os responsáveis pela unidade hospitalar caminham para ultrapassar todos os limites e quebrar muitíssimos protocolos básicos de um local complexo como esse. 

É inadmissível que baratas e outros insetos transitem normalmente em ambientes onde estão pessoas em situação de vulnerabilidade. Em uma sala onde é feito o tratamento quimioterápico, nem mesmo as paredes e os aparelhos de ar condicionado estão limpos. Pelo contrário, denúncias que recebemos de nossos leitores mostram que o asseio, protocolo obrigatório de qualquer hospital e um dever em todo ambiente, tem passado longe de muitas salas da unidade.

É oportuno frisar que o caso mostrado nesta edição não é isolado. No ano passado, uma pane no elevador prejudicou o transporte de pacientes. Também em 2019, o ar-condicionado da unidade de terapia intensiva (UTI) só voltou a funcionar porque familiar de servidor que atua nos primeiros escalões do governo estava internado no local.

Os responsáveis pelo Hospital Regional devem agir urgentemente. Em outras ocasiões, já divulgamos aqui que a administração estadual tem interesse em entregar a gestão da unidade para uma organização social de saúde. Sob administração pública ou não, é preciso que um dos maiores hospitais de Mato Grosso do Sul fique, no mínimo, limpo e com seus equipamentos funcionando. Gente para trabalhar no local não falta: basta que qualquer cidadão vá ao Portal da Transparência do governo e verifique o total de servidores que trabalham na Fundação Estadual de Saúde, responsável pela administração da unidade. As planilhas indicam que também não faltam recursos.

Não vamos entrar aqui nos problemas por que passam os outros grandes hospitais de Campo Grande, mas o Regional, por pertencer ao Estado – e não depender simplesmente de repasses, como é o caso da Santa Casa, ou somente de recursos que vêm de Brasília, como o Hospital Universitário –, poderia ser um modelo a ser seguido.

Não será do dia para a noite que o Hospital Regional voltará aos padrões ideais. Mas ficam algumas dicas de por onde começar: não permitir que insetos transitem perto de pacientes vulneráveis, consertar equipamentos estragados e pôr fim ao imenso matagal no entorno do edifício.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".