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Campo Grande - MS, quarta, 21 de novembro de 2018

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo:
"O campo em ordem"

10 NOV 2018Por 03h:00

Com mais segurança jurídica e tranquilidade para produtores rurais e investidores, certamente a retomada do crescimento será uma questão de tempo.

Em um momento de instabilidade política e sua decorrente crise econômica, tudo o que o setor produtivo precisa é de organização. Até porque, como já é sabido, em um ambiente de maior previsibilidade, se produz mais e se gera mais renda e oportunidades. O caos só favorece aos que preferem muita especulação, ou aos que, de uma certa forma, preferem a falta de regras - ou o descumprimento delas - para prosperar. 

O anúncio feito ontem pela deputada federal por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (DEM), proclamada pelo presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, como ministra da Agricultura e Pecuária de seu mandato, vem em boa hora. Em Campo Grande (leia reportagem nesta edição) ela revelou que não será tolerante com invasões de propriedades privadas no campo, sejam elas praticadas por sem-terra, ou por indígenas. Tal declaração foi feita com o respaldo de Bolsonaro. 

Em Mato Grosso do Sul, uma das unidades da federação onde a tensão no campo sempre foi grande, e que nos últimos anos agravou-se, sobretudo em conflitos envolvendos proprietários rurais e indígenas que reivindicavam demarcação de terra, é grande o anseio por mais respeitos às leis, a propriedade privada, e equilíbrio nas relações. Em algumas regiões de Mato Grosso do Sul, os produtores rurais (assim como é Tereza Cristina) clamam por mais segurança jurídica. Ao que tudo indica, esta segurança está a caminho.

A existência de mais ordem e mais organização, não significa que existirá injustiça com os povos indígenas, nem tampouco com o programa de reforma agrária. Se é que existe distorção, é com a legislação vigente, que não permite que a União indenize os produtores pelas propriedades declaradas como berço de povos indígenas.

A economia brasileira padeceu por causa de problemas internos nos últimos quatro anos. Se faz necessária a retomada da tranquilidade nos ambientes produtivos para que setores, como o agropecuário, possam dar uma resposta ainda melhor à economia brasileira. Não fosse as exportações recordes de commodities nos últimos anos, os efeitos da crise econômica seriam ainda mais terríveis em todo o País e, sobretudo em Mato Grosso do Sul. Com mais segurança jurídica, e tranquilidade para  produtores rurais, empresários e investidores, certamente a retomada do crescimento será uma questão de tempo. 
 

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