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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo: "É preciso equilíbrio"

27 ABR 19 - 03h:00

O equilíbrio deve ocorrer também no discurso dos ambientalistas. Produtores que cumprem a lei e preservam o meio ambiente não devem ficar com a má fama causada pelas exceções. 

Quando se fala de meio ambiente, a palavra que vem a mente de todos é equilíbrio e sustentabilidade.  Elas estão espalhadas por todos os lados, tanto que o mercado já percebeu isso, e agrega valor aos produtos, somente por utilizar estes termos na embalagem, sem qualquer comprovação necessária de que elas sejam mesmo sustentáveis. A população está em busca de equilíbrio, pelo menos em sua vida cotidiana. A busca por produtos sustentáveis é cada vez maior. 

Ao mesmo tempo, diante dos sucessivos casos de degradação do meio ambiente, como acidentes ocorridos em barragens de minério em Minas Gerais, o assoreamento de alguns rios do Pantanal, como o Taquari, a população cobra do poder público, e também da iniciativa privada, o respeito às leis. E quando falamos das normas, não nos referimos apenas às do estado democrático de direito, mas às leis da mãe natureza.

A consciência de que a terra é respeitada é global. Os movimentos por preservação que tiveram início na década de 1990, pelo menos em termos de mobilização popular, planetária, foram exitosos. E este é o ponto a ser tocado. O êxito foi tão grande, que em alguns casos, o discurso ganhou força tamanha que ocultou a prática.

Nesta edição, por exemplo, mostraremos este fenômeno. O leitor perceberá nas páginas adiante, que o produtor rural não é o vilão do meio ambiente como prega discurso vendido em vários cantos do Brasil e do mundo. Pelo contrário, números obtidos por meio de várias iniciativas, entre elas o Cadastro Ambiental Rural, demonstram que uma área muito maior que a imaginada anteriormente, é preservada por seus proprietários. Por isso, reiteramos, como afirmado no início deste texto: é preciso equilíbrio, inclusive para abordar o tema meio ambiente.

O equilíbrio também deve existir no discurso dos ambientalista. Se dependesse somente da retórica, todos acreditariam piamente em uma grande devastação da maioria das propriedades, ao contrário do que os dados governamentais mostram.

Os produtores não prejudicam o meio ambiente? Claro que danificam, há exemplos claros disso, como por exemplo, o fenômeno do turvamento das águas dos rios da Prata e Formoso, que passou ocorrer sucessivamente desde novembro do ano passado. Para impedir atos como estes, deve existir a lei e a fiscalização, que devem ser rigorosos. O que não se pode é fazer da exceção uma regra. Justiça sempre deve ser feita. Quem cumpre a lei, não deve ter uma má fama por causa de algumas exceções que não respeitam as normas.

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