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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo: "Crescimento nos trilhos"

11 MAI 19 - 03h:00

Lamentamos que o projeto para reformar os trilhos da antiga ferrovia Noroeste do Brasil tenha ficado fora das prioridades do governo federal. Ela ainda é muito importante para o Estado.

Em tempos difíceis, de economia estagnada, movimento baixo no comércio local e arrecadação tributária em queda no poder público, falar, projetar e criar expectativas na área de infraestrutura soa como um passaporte para o otimismo em meio aos desafios do presente. É assim, por exemplo, com os projetos para criar em Porto Murtinho um polo de importação e exportação de produtos e um portal para novos caminhos, visando à integração da América do Sul.

Com a construção de uma ponte sobre o Rio Paraguai que ligará a cidade não só à vizinha Carmelo Peralta, mas a outros países sul-americanos, como Argentina e Chile, e com a ampliação do terminal de cargas do porto da cidade, Murtinho é um dos poucos locais do Brasil que têm lugar reservado em um futuro repleto de boas perspectivas de desenvolvimento. Esperamos que todos os projetos para a cidade saiam do papel em um curto espaço de tempo.

A logística é o assunto da vez, sobretudo relacionada aos projetos citados acima, e nesta edição também falamos de um outro problema logístico: o abandono dos trilhos da antiga ferrovia Noroeste do Brasil, atualmente sob concessão da Rumo (que parece não fazer jus ao seu nome). São milhares de quilômetros de ferrovia entre as cidades de Três Lagoas e Corumbá, e com uma extensa linha que chega a Ponta Porã, passando por importantes polos produtores de grãos como Sidrolândia, Maracaju e Itahum (distrito de Dourados). Vale ressaltar que, deste ramal, poderia haver no futuro uma conexão com o complexo portuário de Porto Murtinho. Aliás, a cidade já tem planos de receber uma estrada de ferro, mas que viria dos países vizinhos: Paraguai e Argentina.

No ano passado, as autoridades de Mato Grosso do Sul e do governo federal trabalharam para entregar um plano de requalificação dos trilhos da antiga Noroeste do Brasil em um projeto denominado Ferrovia Transamericana. Este trecho passou a ser chamado de Malha Oeste, e ficou a promessa de que seria integrado ao Programa de Parcerias para Investimento. Na administração de Michel Temer, infelizmente, tal promessa não foi cumprida. Agora, na gestão de Jair Bolsonaro, o projeto seria encaminhado ainda em 2019, mas, a julgar pela última reunião (leia reportagem nesta edição), deve ficar para as próximas etapas do planejamento.

A ferrovia, que ajudou a trazer o desenvolvimento para o Estado no século passado, tem grande potencial de levar ainda muita prosperidade para as cidades por onde passa. Reformá-la seria mais vantajoso que construir novos caminhos, sobretudo porque o custo seria menor. Lamentamos que o projeto para trazer os trens de volta aos trilhos não tenha sido incluído nos planos recentes do governo federal.

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