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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Resiliência econômica"

30 JUL 19 - 03h:00

A diversificação da matriz econômica, a industrialização do interior do Estado, e os investimentos estrangeiro, ajudaram Mato Grosso do Sul a sair da crise primeiro. 

Nesta semana, duas notícias publicadas mostram a resiliência de Mato Grosso do Sul para enfrentar a crise econômica, que teve início no fim de 2014, e chegou ao seu auge nos anos de 2016 e 2017. A primeira delas, publicada na edição de ontem, mostra que o Estado está entre os poucos do Brasil com níveis de atividade acima dos de 2014: ou seja, se dependesse da movimentação econômica local, certamente a economia brasileira teria crescido muito mais nos últimos anos.

A segunda boa notícia está publicada em destaque nesta edição. Desde a década passada, Mato Grosso do Sul recebeu R$ 9,5 bilhões em investimentos de empresas estrangeiras, com destaque para o volume de recursos aportados por companhias de cinco países. O estado é nada menos que o oitavo do país em volume de recursos vindos do exterior para levantar novos empreendimentos. 

Neste mesmo período, Mato Grosso do Sul experimentou uma diversificação de sua economia. De uma unidade da federação que até a década de 1990 tinha sua renda oriunda da pecuária e da agricultura, sobretudo com a exportação de carne bovina e de soja, tem se transformado, aos poucos, em um novo polo industrial.

Dois fatores foram importantes para a diversificação da economia de Mato Grosso do Sul nas últimas duas décadas: o gasoduto Bolívia-Brasil, que abriu uma possibilidade de aumentar a receita com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do produto importado do país vizinho, além de dar uma opção de energia mais barata para a indústria, o setor de transporte e até mesmo para o consumo residencial das cidades por onde ele passa.

O outro fator foi a transformação industrial na cidade de Três Lagoas, que tornou-se o maior polo de papel e celulose da América do Sul. A cidade continuará a promover o desenvolvimento do Estado e criar mais vagas de trabalho, quando a empresa russa Acron terminar a unidade de fertilizantes não concluída pela Petrobras.

Também destacamos importantes investimentos no setor agroindustrial, como os do grupo JBS e Coamo, na região de Dourados, da ADM do Brasil, em Campo Grande, além da chinesa BBCA em Maracaju. A agroindústria agrega valor e gera empregos à matéria prima produzida localmente.

Quando todo esse desenvolvimento é promovido por investimentos estrangeiros, a situação é ainda mais positiva para o Estado, pois recebe dinheiro de fora, para estimular a economia local. Que mais investimentos de outros países venham.
 

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