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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Prevenção e respeito à vida"

10 DEZ 19 - 03h:00

Ao permitir que hospitais operem sem os requisitos necessários, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul põe em risco parte da grande credibilidade que tem.

O cuidado, respeito e amor à vida humana é uma das principais características do Corpo de Bombeiros em qualquer lugar do mundo. É esta abundância de humanidade em sua essência e também em seus atos que leva a instituição a ser uma das mais respeitadas onde quer que ela exista.

Independentemente da cultura de um povo, os bombeiros sempre terão a admiração de seus iguais, no Brasil, na América Latina, nos países do Hemisfério Norte, na Oceania, na África ou na Ásia. A lida diária com a vida humana e o limite dela tornam os integrantes do Corpo de Bombeiros bravos, corajosos, capazes de entrar em edifícios em chamas, em desmoronamentos, a pular em águas perigosas, sempre para salvar alguém. É essa identidade com o salvamento de uma vida que faz com que a admiração pelos bombeiros seja quase unânime, das crianças aos idosos.

Este lado da instituição é algo inconteste. Todos os que estão nesta linha de frente merecem – sempre – as maiores e melhores homenagens. Mas na outra ponta, a da prevenção de tragédias, o trabalho dos bombeiros precisa ser aperfeiçoado, sobretudo, no que diz respeito à justiça de suas ações.

Nesta edição, por exemplo, mostramos a situação estrutural caótica dos principais e maiores  hospitais públicos de Campo Grande: Regional, Universitário e Santa Casa. Nenhum deles, como o leitor poderá ver em mais detalhes adiante, tem alvará do Corpo de Bombeiros, mas todos funcionam mesmo assim. 

Ao permitir que hospitais operem sem os requisitos necessários, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul põe em risco parte da grande credibilidade que tem. Um maior rigor com estes hospitais, todos pertencentes ao poder público, também é uma grande demonstração de amor à vida. No que diz respeito aos estabelecimentos privados, os bombeiros já vêm fazendo o trabalho que devem fazer. As vistorias ocorrem com frequência e sempre depois delas há algo a ser consertado. Os que atendem às exigências da instituição – que em Mato Grosso do Sul são mais frequentes e mais caras que em outros estados brasileiros – esperam que este mesmo rigor seja aplicado aos prédios públicos.

Os recentes acontecimentos no Hospital Regional, por exemplo, mostram a vulnerabilidade dos centros de saúde, que também deveriam dar o exemplo de respeito à vida humana. Esperamos que essas unidades de atendimento nunca passem por uma tragédia semelhante à ocorrida neste ano no Hospital Badim, no Rio de Janeiro. Mas, a cada susto que é relatado, não há como afirmar que os incidentes são uma mera fatalidade, em um cenário em que as licenças de funcionamento não são efetivamente cobradas.

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