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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Planejamento estratégico"

16 ABR 19 - 03h:00

Projetos de médio e longo prazo, como o gasoduto, o pólo industrial de Três Lagoas, e agora os terminais em Porto Murtinho, são importantíssimos para a economia local.

Sem estratégia não se chega a lugar algum. Nem sempre os planos foram feitos para dar certo, mas eles precisam ser feitos. Assim é na vida pessoal, assim é no cotidiano empresarial, e assim deve ser no poder público. É com planejamento estratégico, por exemplo, que a União, um estado ou um município, consegue prever suas fontes de arrecadação, estimular a economia, gerar empregos e cumprir sua finalidade, que é melhorar a qualidade de vida das pessoas, e tornar o convívio entre elas mais harmônico.

Mas sem planejamento estratégico, e sem austeridade, a tendência é que os falte dinheiro para os gastos que, normalmente, são excessivos. Quando isso ocorre, as ações deixam de ser preventivas e positivas, e passam e ser corretivas, com grande potencial de impopularidade entre alguns setores da população. A reforma da Previdência é um exemplo de ação corretiva. Tida como necessária pela maioria, criticada por muitos, elogiada outros tantos. Mas, por ser um tema que envolve praticamente todos os brasileiros, foi adiada por congressistas e chefes de Executivo.

Em Mato Grosso do Sul há exemplos de planejamento estratégico, dignos de reconhecimento. Um deles já está perdendo fôlego, mas ainda é fundamental para arrecadar tributos para os cofres estaduais. Proporcionalmente, o gás natural já não gera a mesma receita de outrora, mas ainda é um elemento essencial para ajudar a administração estadual e honrar suas despesas.

É importante lembrar que o gás natural é fruto de um plano estratégico elaborado na década de 1990. Foi colocado em prática com a inauguração do gasoduto Bolívia-Brasil ainda antes da virada do milênio.

Na década passada, outro plano que agora está segurando as exportações de Mato Grosso do Sul, e ajudando a gerar emprego foi implantado. Trata-se do polo de fabricação de papel e celulose em Três Lagoas. Por causa destas indústrias, a cidade tornou-se uma importante geradora de empregos - e também de divisas - para o Estado. Nesta edição, por exemplo, apresentamos dados que constatam esta afirmação.

Esperamos que outra estratégia do atual governo dê certo. Os novos terminais portuários no Rio Paraguai, em Porto Murtinho, e a implantação da rota bioceânica, poderão ajudar levar desenvolvimento ao Sudoeste do Estado, gerar empregos, e também melhorar o desempenho da economia regional. A economia de Mato Grosso do Sul agradecerá se mais esta iniciativa for bem-sucedida.

 

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