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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Conscientização evita acidentes"

3 DEZ 19 - 03h:00

Ter consciência, é distinguir o certo do errado. É fundamental para as polícias e os órgãos de trânsito, fazer com que os motoristas tenham essa capacidade.

Afirmar que a vida é feita de escolhas pode até ser um jargão popular, mas certamente, dentre todos os clichês repetidos aos montes mundo afora, este é um dos que mais traduzem o papel do indivíduo no mundo, e ajudam a explicar sua relação com os outros indivíduos e o meio em que vivem. Quanto mais informações houver, e mais reflexão existir antes da tomada de uma decisão, mais racional será a escolha.

É da experiência vivida e da experiência pensada que se forma a consciência, que por sua vez, é a percepção que o ser humano tem sobre o que é moralmente certo ou errado nos atos e motivos individuais. A consciência vai muito além do saber: ela é importante porque é ela que dá o sentido à informação. É por meio dela que o indivíduo se encaixa no meio em que vive.

O trabalho de conscientizar o ser humano nunca foi tão necessário nos últimos anos, como nos tempos atuais. Existem os otimistas, que alegam que a cobrança por mais conscientização já é um reflexo da evolução da pessoa em saber o papel que ela ocupa em um sistema. Existem os pessimistas, que não enxergam além da inconsequência de muitos em seus atos.

Nesta edição, trazemos um fato comprovado pelos números: o aumento dos acidentes nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul. Este incremento do total de ocorrências - algumas delas fatais - refletem não somente em problemas de fiscalização, seja ela eletrônica ou humana, mas sim na falta de conscientização do motorista brasileiro. Falta respeito com o colega - também motorista - que divide a mesma rodovia que ele. Falta amor à vida de si mesmo - e consequentemente - do próximo. Parece ser cada vez menor, a consciência do lugar que ocupa em um meio em que máquinas, muitas delas muito pesadas, trafegam em alta velocidade. 

Existem meios de se conscientizar um grupo. O primeiro deles, mais fácil de executar e mais difícil de se colher os resultados são as campanhas educativas. Só quem é predisposto a conscientizar-se sobre outras regras da sociedade, entenderá seu papel no trânsito. O segundo deles é o outro extremo: as multas e apreensões, que tentam pegar os motoristas infratores pelo bolso. Neste, as más práticas até que são inibidas, mas abre brechas para alguns excessos por parte do poder público, e não estamos falando dos de velocidade.

Ter consciência, é distinguir o certo do errado. É fundamental para as polícias e os órgãos de trânsito, fazer com que os motoristas tenham essa capacidade. Isso poupa vidas, previne acidentes, e causa menos problemas para a sociedade.
 

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