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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Um novo tempo nos rios de MS"

1 NOV 19 - 03h:00

Um novo tempo na pesca em Mato Grosso do Sul começa na próxima semana. Esperamos que neste novo período o equilíbrio natural seja restabelecido.

Existem costumes e práticas que fazem parte da identidade da população. Se há algo que sempre foi associado a Mato Grosso do Sul é a sua tradição e o seu potencial pesqueiro. Não é por acaso que o Estado é conhecido em todo o Brasil, e também no exterior, como um destino para os que gostam da pesca.

A manutenção de MS como um dos principais destinos do turismo de pesca do País e da América do Sul é a intenção do decreto da Cota Zero, que terá validade a partir de março, mas que, na prática, começará a produzir efeitos a partir da semana que vem com a chegada da piracema, o período de reprodução dos peixes. Não precisa ser um frequentador dos rios de Mato Grosso do Sul, historicamente sempre muito fartos em peixes, para ter a informação de que os tempos de muitos e grandes peixes ficou em algum lugar do passado.

A pesca predatória e a falta de respeito com o meio ambiente, de modo a não permitir que as espécies reproduzam em seu ritmo natural, prejudicou, sobretudo nos últimos 15 anos, o turismo pesqueiro em Mato Grosso do Sul. A escassez de algumas espécies e práticas condenáveis como a retirada excessiva de exemplares dos rios – um verdadeiro saque –, além de algazarras que afugentavam a pesca esportiva, fizeram com que os fãs da pesca procurassem outros estados brasileiros, ou mesmo alguns países da América do Sul, em busca de boas experiências.

Depois que o período da piracema acabar, em março de 2020, o pescador amador não poderá mais levar peixes para outros municípios de Mato Grosso do Sul ou para terras além dos limites do Estado. A única prática permitida será o saudável pesque e solte.

Não será de um dia para o outro que a tradição de vir aos rios de Mato Grosso do Sul para pescar grandes quantidades mudará. A proibição, a partir do ano que vem, será um divisor no turismo do Estado. Em primeiro lugar, porque os turistas deixarão de extrair nossos recursos naturais. Em segundo, aqueles que visitarem os nossos rios certamente consumirão mais em nossos hotéis e poderão voltar sempre, pois a tendência é que nos próximos anos os rios locais tenham um estoque cada vez mais regular de peixes.

A introdução da Cota Zero também insere Mato Grosso do Sul na vanguarda de preservação do meio ambiente quando se trata de pesca e preservação dos rios. Os bons pescadores – aqueles que têm na prática uma terapia, uma forma de diversão e de contato com a natureza – definitivamente terão ótimas experiências.

Um novo tempo na pesca em Mato Grosso do Sul começa na próxima semana. Esperamos que, neste novo período, o equilíbrio natural seja restabelecido e que todos os que cultivam boas práticas ambientais sejam naturalmente recompensados.

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