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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Transparência e integridade"

19 ABR 19 - 03h:00

Quando a falta de valores como integridade e transparência é escancarada, reputações, que demoram para ser construídas, caem facilmente.

Integridade, honestidade e transparência sempre foram valores muito respeitados pela população, e os principais ingredientes para a construção de uma boa reputação. Seja para uma pessoa física, seja para uma organização ou uma empresa, seja para o poder público. Quando se age com respeito a estes três valores, o ganho pode até não ocorrer no curto prazo, mas no médio e no longo prazo - e é neste intervalo maior de tempo que uma reputação é construída - os benefícios serão sólidos.

Agir de forma transparente e íntegra exige coragem em alguns setores. Sobretudo no mercado, que é livre, e assim deve continuar sendo. Porém, quando a falta destes valores é escancarada, a confiança e o respeito são perdidos. Certamente o consumidor ficará decepcionado com alguns comerciantes ao ler nesta edição que alguns proprietários de postos de combustível reajustaram o preço do diesel, antes mesmo de ele subir nas refinarias brasileiras. Isso foi constatado pela equipe do Correio do Estado em Campo Grande, mas não duvidamos que este aumento abusivo de preços também tenha sido verificado em outras cidades do interior de Mato Grosso do Sul.

Na vida pessoal muito se fala em valores morais. O comportamento sempre será um cartão de visitas de um cidadão. Com estabelecimentos comerciais, que compram e vendem às pessoas e a outras empresas, não é diferente. Quanto mais íntegra a conduta, mais respeito terá. Quando não há este tipo de atitude, aí precisamos dos órgãos reguladores, como por exemplo, a Superintendência de Proteção ao Consumidor (Procon).

No caso deste aumento abusivo citado, é importantíssimo que o Procon atue com mais eficiência para impedir ações como esta ocorram. Há quase um ano, durante a greve dos caminhoneiros, as autoridades de defesa do consumidor conferiam o valor das notas fiscais e os preços repassados, para impedir que o cidadão pagasse pelo oportunismo de alguns. Talvez seria o momento de tal prática se repetir.

Este tipo de comportamento dos comerciantes também muda um pouco o prisma diante da política de preços para os combustíveis, tão comentada e alvo de polêmica nos últimos dias. Será mesmo apenas a Petrobras a responsável pelo aumento do custo do transporte no Brasil, como muitos afirmam?

Certamente os consumidores não esqueceram de mais este ato praticado pelos comerciantes de combustível. A reputação deste setor (tomara que sejam algumas exceções) pode sair manchada de mais este reajuste apressado e injusto com o cliente.

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