CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Segurança e coerência"

Confira o editorial desta sexta-feira: "Segurança e coerência"
24/01/2020 03:00 -


Os pacientes dos hospitais públicos precisam de mais segurança. Já os empreendedores, que fazem sua parte neste quesito, precisam de mais justiça e coerência na fiscalização.

Mais uma vez, o poder público dá uma demonstração de que o que cobra das pessoas físicas e jurídicas sem nenhuma ligação com a administração pública não se aplica a seus empreendimentos. É natural que a administração pública tenha o poder de fiscalização, autuação, notificação e até mesmo de prisão para fazer com que a lei e as normas sejam cumpridas. A este artifício da administração damos o nome de poder polícia. É desta forma que as pessoas são submetidas ao ordenamento jurídico.

Ocorre que a administração pública também participa da sociedade, na forma de suas repartições. E quando isso ocorre, dificilmente o exemplo de quem fiscaliza é dado corretamente. É como dizia aquele ditado da época de nossos avós: na casa de ferreiro o espeto é de pau.

Nesta edição, mostramos que os três maiores hospitais de Campo Grande – um estadual, outro federal e um terceiro ligado a uma associação beneficente – parecem navegar em um universo privilegiado quando se trata de atender às normas de segurança do Corpo de Bombeiros. Pasmem! Justamente em um dos ambientes em que segurança deve ser um protocolo inegociável.

No ano passado, o brasileiro pôde assistir ao drama que matou vários pacientes do Hospital Badin, no Rio de Janeiro. Pessoas debilitadas, em situação de vulnerabilidade, pouco puderam fazer para se salvar de um incêndio que não foi responsabilidade delas.

Em Campo Grande, é importante que todo paciente ou familiar de um deles se lembre ao entrar na Santa Casa, no Hospital Regional ou no Hospital Universitário que nenhum deles está em conformidade com as normas de segurança. Alguns têm alvarás provisórios; outros nem isso tem.

Sobre a coerência das ações do Corpo de Bombeiros, é importante ressaltar que quando se trata da iniciativa privada, o rigor é muito maior do que com o poder público. Como já foi dito anteriormente, segurança deve ser algo inegociável em qualquer situação, mas a iniciativa privada é submetida anualmente a taxas que beiram a extorsão. Lamentável.

Os pacientes dos hospitais públicos precisam de mais segurança e de laudos definitivos que atestem isso. Já os empreendedores da cidade, que fazem sua parte neste quesito, precisam de mais justiça e coerência por parte das autoridades que exercem o poder de fiscalização.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".