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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Rigor e bons exemplos"

24 MAI 19 - 03h:00

Uma das piores traições que o cidadão pode sofrer é ter de conviver com crimes praticados por agentes da segurança pública. No momento difícil pelo qual o País passa, é dos policiais e guardas que a população espera proteção, seja à sua vida e integridade física, seja ao seu patrimônio. Em meio à escalada da violência, do tráfico de drogas e de organizações criminosas extremamente organizadas – algumas delas para praticar crimes de colarinho-branco –, os policiais se tornaram uma espécie de “super-heróis” nos dias atuais, pelo menos no Brasil. Os bons policiais e guardas, de fato, o são. O grande problema, porém, é filtrar: quem são os bons?

Em meio ao merecido respeito aos policiais que agem no estrito cumprimento da lei, é necessário estar atento justamente a isso: à lei e suas consequências, doa a quem doer. É para isso que os ocupantes das forças de segurança trabalham, e dar o exemplo é o primeiro passo para que eles promovam uma sociedade mais justa.

Ultimamente, porém, algumas forças de segurança não nos têm oferecido bons exemplos. No ano passado, operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu vários policiais, a maioria deles envolvida com contrabando de cigarros. Muitos já foram acusados pelo Ministério Público e respondem no Judiciário. Esperamos que a justiça seja feita.

Nesta semana, um exemplo ainda mais temerário. Desde domingo (19), dois policiais foram parar na cadeia por estarem envolvidos na gestão de um arsenal. Até mesmo fuzis AK-47 foram encontrados em poder dos agentes desta força que tem se empenhado tanto para se armar e ser reconhecida como polícia. A atuação – até agora negativa – desses dois guardas municipais é um revés nos planos dos trabalhadores honestos da instituição.

O momento é propício para a Guarda Municipal dar o exemplo. Se é que tem uma corregedoria, esse setor deve investigar a conduta de seus pares. A julgar pelo volume de armamento apreendido e pelo poder de destruição desses equipamentos, uma milícia pode estar sendo formada dentro da instituição municipal.

É importante que as autoridades do município de Campo Grande ajam rapidamente, para que o mau exemplo flagrado na operação do Garras não contamine outros integrantes da Guarda Municipal. Para uma polícia ou força de segurança ser respeitada, seus integrantes devem combater o crime, e não praticá-lo.

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