Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Retomada consistente"

22 NOV 19 - 03h:00

Certamente, a valorização da agroindústria é um bom caminho para que a economia local torne-se ainda mais pujante.

Aos trancos e barrancos, 2019 caminha para, em seu fim, ser definido como um ano de recuperação econômica. Pelo menos isso é o que se espera que seja comprovado neste curto período que resta até o início de 2020. Os números apresentados pelos órgãos ligados ao emprego e à economia mostram uma retomada da atividade econômica, ainda que de uma forma lenta. Há quem diga que avanços graduais e constantes são mais importantes que os rápidos.

No cotidiano de qualquer pessoa, pelo menos, é assim: as subidas graduais criam força e trazem o conhecimento e consciência necessários do que está sendo alcançado. Ascensões meteóricas, por outro lado, podem causar efeitos danosos quando há algum obstáculo pelo caminho. É importante saber as razões do crescimento. Assim, ele sempre ocorrerá com consistência.

Reportagem publicada nesta edição mostra que a geração de empregos em Mato Grosso do Sul neste ano, quando comparada com o mesmo período de 2018, foi extremamente positiva. Praticamente o dobro de vagas abertas. Os números são importantíssimos, porque não só apresentam um crescimento consistente na criação de vagas, mas também indicam uma melhora no ambiente econômico.

Sobre os novos postos de trabalho no Estado, é importante destacar que muitos deles vêm da indústria e da agricultura. Certamente, a agroindústria é um bom caminho para que a economia local torne-se ainda mais pujante. Em primeiro lugar, o agronegócio, ainda que não houvesse nenhuma indústria de transformação no Estado, já teria, naturalmente, um papel relevante na produção de Mato Grosso do Sul. Mas é justamente na transformação da matéria-prima que a população ganha ainda mais.

O termo agregar valor, que é usado para várias ações no dia a dia de uma pessoa, surgiu no jargão econômico justamente para melhorar o trabalho sobre a matéria-prima. O Brasil ainda precisa se aperfeiçoar muito nesse objetivo. Um país que exporta muitas commodities, se quiser ir além, precisa transformar o que produz.

Nesta mesma edição, abordamos a inauguração, neste mês, de grande fábrica de alimentos em Dourados. Ela se juntará a outras grandes já existentes naquela localidade e também em Campo Grande e em outras regiões do Estado. 

A agroindústria valoriza o produto do campo, mas vai além, gera emprego na cidade, multiplica os serviços prestados, incrementa a pesquisa e o conhecimento e, consequentemente, melhora a qualidade de vida em sua região. Que mais empregos como esses sejam gerados, porque eles se multiplicam.
 

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "Os planos da década"

ARTIGO

Fausto Matto Grosso: "20 anos depois"

Engenheiro civil, professor aposentado da UFMS
OPINIÃO

José Santana Júnior: "Aspectos legais da morte encefálica e doação de órgãos"

Advogado
CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial deste sábado/domingo: "A reinvenção da máquina pública"

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião