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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Recuperação já começou"

13 DEZ 19 - 03h:00

Os empregos gerados na indústria certamente serão importantíssimos para colocar mais dinheiro na praça e estimular a abertura de novas empresas.

Sair de uma crise econômica como a que atingiu o Brasil na segunda metade desta década não é tarefa fácil. O cidadão, que certamente mudou a forma de se planejar financeiramente nos últimos anos em razão dos impactos da recessão, sabe muito bem desta dificuldade. 

O efeito da crise, que levou muitos a chamarem o período de dez anos de “década perdida”, é visto pelos números. Nesta edição, por exemplo, destacamos a recuperação das atividades com a abertura de empresas. Os números foram muito bons em 2019 – os melhores desde 2013. É sintomático: existe mais confiança no mercado, pois nenhum empresário investe seu dinheiro e abre um novo negócio sem que o cenário esteja favorável.

Os sinais da recuperação vão além das novas empresas abertas. Também nesta edição, mostramos que Mato Grosso do Sul é líder nacional de abates bovinos; um posto importantíssimo, até mais do que o de maior rebanho do Brasil, que o Estado ostentou até a década passada. Significa que mais empregos estão sendo criados em MS e que a carne produzida aqui tem alto valor agregado. Outro indicativo é que animais de outros estados estão sendo abatidos por aqui, o que significa mais renda para as cidades com unidades frigoríficas. 

Trazemos também notícia importante do setor da indústria, que ajudou Mato Grosso do Sul a sofrer menos com o impacto da crise. A companhia Suzano construirá sua terceira fábrica no Estado, a primeira fora de Três Lagoas. A celulose tem sido o produto que lidera as exportações de MS para outros países, no ano passado e neste. Aliás, a celulose também é um dos principais produtos do Brasil em sua balança comercial.

Por se tratar de outro setor ligado à indústria, a distribuição de renda também ocorre de uma maneira mais intensa. Mais gente é atingida, porque mais empregos são gerados no Estado. Para a recuperação da economia, é algo muito positivo.

Os empregos gerados no setor de proteína animal e de papel e celulose, certamente serão importantíssimos para colocar mais dinheiro na praça, e estimular a abertura de novas empresas, como lembramos no início deste texto. Que estas boas notícias sejam ainda mais frequentes na década que se aproxima.

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