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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "Urgente e necessária"

27 MAI 19 - 03h:00

É importantíssimo frisar que, a cada dia, torna-se mais urgente reformar o sistema previdenciário para que a economia do País possa voltar a ter um pouco mais de liquidez

Além da economia com o sistema previdenciário – um dos que mais demandam recursos de todas as esferas do Poder Executivo, seja União, sejam estados ou municípios –, um dos argumentos dos que defendem a proposta de reforma que tramita no Congresso Nacional é a justiça entre os trabalhadores. Certamente, você já ouviu falar em “acabar com privilégios” mais de uma vez. 

De fato, existem regalias que serão extintas com a reforma da Previdência, mas também existem privilégios que serão mantidos. Alguns, por exemplo, no serviço público e entre os militares. Claro, há sempre os argumentos de que se trata de reconhecimento do período em que trabalharam, ou mesmo do fato de muitos deles não serem considerados aposentados, mas, sim, da reserva remunerada ou inativos. Questão de nomenclatura, quando o maior objetivo do ministro da Economia, Paulo Guedes, é economizar pelo menos R$ 1 trilhão em dez anos com as mudanças nas regras.

Em Mato Grosso do Sul, as distorções nos regimes próprios de previdência – aqueles destinados exclusivamente aos servidores públicos – e no regime geral são muitas. A maior delas, sem dúvida, é o direito de se aposentar com exatamente o mesmo salário recebido durante o período em que esteve em atividade. Esse privilégio não se estende aos que estão na iniciativa privada, por exemplo.

Outro privilégio dos servidores públicos é o que mostraremos nesta edição. Muitos deles conseguem se aposentar antes que o trabalhador da iniciativa privada. Quase a metade deles antes da idade mínima, ou com aposentadorias especiais. Como recebem o salário integral, eles acabam representando um custo a mais não só para as agências e institutos de Previdência, mas também para os cofres dos governos e das prefeituras, pois a maioria dos órgãos do Poder Executivo aporta, todos os meses, recursos no sistema previdenciário para pagar salários. Esses milhões destinados a este fim poderiam estar sendo investidos em obras de infraestrutura, saúde e educação.

Diante deste cenário, é importantíssimo frisar que, a cada dia, torna-se mais urgente reformar o sistema previdenciário para que a economia do País possa voltar a ter um pouco mais de liquidez. A reforma da Previdência não é a salvação da pátria, mas, certamente, é um dos primeiros passos para que ela ocorra.

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