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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "Relacionamento sempre difícil"

18 NOV 19 - 03h:00

Nesta edição, mostramos que a Santa Casa, que recebe anualmente centenas de milhões de reais, tem dificuldade para fazer o dever de casa e reduzir gastos.

Dependentes uma da outra, Prefeitura de Campo Grande e Santa Casa sempre tiveram problemas de relacionamento entre suas diretorias, sobretudo desde que os municípios passaram a concentrar a distribuição dos valores repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na década de 1990. Nesse período, houve uma longa intervenção, que se encerrou em 2013. Nesta época, era o município que administrava o maior hospital da cidade, que pertence à Associação Beneficente de Campo Grande.

Centenária, a Santa Casa foi fundada com uma causa nobre, assim como todos os hospitais desse tipo do Brasil. Fornecer atendimento gratuito e praticar caridade eram alguns dos princípios do hospital em seus primórdios. Foi esta causa, que desperta solidariedade nas pessoas, que fez com que a unidade se tornasse o maior hospital de Campo Grande. A sociedade civil participou da construção e, no século passado, os integrantes da Associação Beneficente tentaram fazer com que a entidade fizesse jus ao nome que recebeu.

Ocorre que na década atual a postura da Santa Casa diante de seus propósitos iniciais parece ter mudado. Depois que a intervenção do município sobre o hospital terminou, em 2013, as disputas entre o primeiro escalão da prefeitura e a diretoria da Associação Beneficente ficaram mais intensas. Nos impasses, o dinheiro sempre foi o assunto principal e a causa deles.

De fato, os repasses anuais da Prefeitura de Campo Grande para a Santa Casa são consideráveis. Em 2019, o convênio entre a Associação Beneficente e o município tem um valor global de R$ 294 milhões. Para o próximo ano, a administração pública quer manter o valor e aumentar os serviços. O hospital demonstra interesse em aumentar o valor dos repasses.

Nesta edição, mostramos que o hospital, que recebe anualmente centenas de milhões de reais do município, não cumpriu os compromissos firmados em outras ocasiões, quando prometeu reduzir os custos operacionais. A folha de pagamento ficou mais cara, a Santa Casa foi mais vezes aos bancos, a tensão com o município por mais recursos permanece e a relação entre ambos continua difícil. Esperamos que o paciente, que precisa de atendimento, não seja o maior prejudicado com tudo isso.

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