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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "O ano da estratégia"

10 JUN 19 - 03h:00

O ano de 2019 será determinante para a logística em Mato Grosso do Sul. A infraestrutura que participará ativamente do crescimento econômico do Estado está sendo planejada e viabilizada neste ano e terá importância fundamental para facilitar os projetos e investimentos no setor agroindustrial que virão.

Somente na semana passada, tivemos duas boas notícias relacionadas a investimentos que estão por vir e que precisarão de recursos em infraestrutura para que tenham ainda mais êxito. O primeiro deles é o destravamento da compra da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3) de Três Lagoas pela empresa russa Acron. O empreendimento lançado e 80% executado pela Petrobras finalmente foi liberado para ser passado a um grupo que tenha poder financeiro para concluí-lo.

O investimento não é pequeno: o negócio é de 8,2 bilhões, sendo que R$ 5 bilhões serão aplicados nas obras que restam para que a fábrica, que poderá ser a maior da América Latina, fique pronta. Quando pronta, a FN3 demandará grande quantidade de gás natural importado da Bolívia, e o transporte dos produtos que ela produzirá demandará boas rodovias – e ferrovias.

No outro extremo de Mato Grosso do Sul, no oeste do Estado, a semana passada também foi de boas notícias. O governador Reinaldo Azambuja esteve na Bolívia, e lá teve o compromisso das autoridades locais de fornecer gás natural para a construção de uma usina termelétrica em Corumbá ou Ladário. Também trata-se de um investimento que supera a marca de R$ 1 bilhão.

O acordo com o governo boliviano vai além: possibilita a compra de ureia do país vizinho, insumo que o agronegócio em Mato Grosso do Sul precisa. Como vemos, há movimentos nos dois extremos geográficos de Mato Grosso do Sul, o que justificaria mais investimentos na estrutura da BR-262, que liga estas duas cidades e passa pela capital, Campo Grande. Mas não é só isso. É importantíssimo que os trilhos da antiga ferrovia Noroeste do Brasil – que também liga os dois pontos – seja reativada.

Se, em um passado recente, a concessionária da ferrovia alegou baixa demanda para encerrar as atividades neste caminho – sobre o qual Mato Grosso do Sul se desenvolveu – certamente, a falta de materiais para serem transportados não será problema. Muito se fala em Rota Bioceânica, mas a ferrovia existente tem o poder de ligar os oceanos Atlântico e Pacífico; basta que as autoridades tenham vontade.

Aparentemente, com o projeto da Ferrovia Transamericana, os políticos parecem ter esse objetivo. Esperamos que estes planos se concretizem.

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