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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "Fim da novela"

5 AGO 19 - 03h:00

Nossa torcida é para que o Plano Diretor cumpra seu propósito e torne Campo Grande uma cidade funcional, de soluções práticas e uma população feliz.

Não foi fácil. Talvez seja esta a resposta de qualquer gestor do município, integrante de conselhos de desenvolvimento ou entidade da sociedade civil envolvido diretamente na elaboração do Plano Diretor de Campo Grande ao ser perguntado sobre o processo de elaboração. Refeito a cada década, é provável que esta tenha sido a mais lenta e desgastante revisão do ordenamento para a zona urbana da Capital para os próximos dez anos.

Mas o exercício de resiliência dos envolvidos na elaboração do Plano Diretor teve sua recompensa no fim. Desde o início deste mês de agosto, a área urbana de Campo Grande está sob novas regras, e muitas delas foram pensadas para tornar mais harmônica a convivência entre os quase 900 mil habitantes que habitam o município. Por mais que assuntos mais distantes, relacionados à políticas públicas federais e estaduais, mereçam a nossa atenção, é na cidade que a vida acontece, sobretudo em um país com índice de urbanização superior a 90%.

Nesta edição, preparamos uma reportagem que facilitará o entendimento sobre as mudanças que novo Plano Diretor trouxe ao cotidiano dos moradores da cidade. Há novas regras para a ocupação do solo, sobretudo no que se refere à preocupação com a permeabilidade dos terrenos e construções, para evitar enxurradas violentas como as que a população local convive durante os temporais.

Também há mudanças sobre o aproveitamento dos terrenos em algumas áreas próximas ao centro, que resultarão em menos muros nos condomínios verticais e mais estabelecimentos comerciais e outras portas abertas nas calçadas dos edifícios. O patrimônio histórico também foi lembrado.

A maior transformação por qual Campo Grande passa – o programa Reviva Centro – também está totalmente adaptada ao novo Plano Diretor. A nova lei, aliás, incentiva a reocupação da zona central, com a diversificação dos estabelecimentos.

O trabalho foi cansativo, mas, certamente, os que atuaram com precisão, firmeza e pensando no bem comum da população estão satisfeitos neste momento. Durante os dois anos de elaboração, tramitação, aprovação e sanção do novo Plano Diretor, foram realizadas centenas de reuniões nos bairros e audiências públicas em entidades de classe e conselhos municipais, além dos debates no poder Legislativo. Neste período, houve ajustes; novas ideias incorporadas e outras descartadas. É assim com planos que são construídos coletivamente. Nossa torcida é para que esta nova lei cumpra seu propósito de tornar Campo Grande uma cidade funcional, de soluções simples, com uma população feliz por morar nela.

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