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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira: "O melhor remédio"

1 AGO 19 - 03h:00

Para que o povo brasileiro cresça em consciência de trabalho, e forme uma nação mais justa, é importante que o jeitinho deixe de ser a solução para muitos.

Desde que a crise derrubou a atividade econômica em 2015 e, consequente, a arrecadação de impostos que mantém a máquina pública, os gestores vivem um problema que é consequência destes tempos difíceis, de baixa arrecadação: o cobertor curto. Quando se corta a despesa em um setor, a sociedade, sobretudo a parte mais vulnerável, sente os reflexos imediatamente.

O Brasil vive neste ano o desafio de se tomar decisões corajosas em tempos difíceis. Normalmente, não são decisões fáceis de serem tomadas, sobretudo porque quem as toma, sabe de suas consequências: muitas geram o sofrimento de algumas pessoas, e como afirmamos acima, normalmente são mais vulneráveis.

Infelizmente, para que os tempos em que cortes na educação, na saúde, cheguem ao fim, serão necessárias decisões ainda mais difíceis. Nesta semana, por exemplo, o governo federal anunciou um novo contingenciamento de verbas. E não há muito o que se fazer: dinheiro não se reproduz.

Levará um tempo até que a cultura da prevenção - não somente na saúde, mas em tudo - seja definitivamente implantada no Brasil. Aliás, sempre nos gabamos de ser o país do improviso. Do esporte aos negócios. O jeitinho brasileiro é exaltado por alguns - ainda bem que cada vez menos - quando as coisas dão certo. Mas nem sempre as coisas dão certo. E quando o êxito não vem, aí não tem jeitinho, aparece a falta de planejamento e a procrastinação.

Para que o povo brasileiro cresça em consciência, e forme uma nação mais justa, é importante que o jeitinho deixe de ser a solução, ou o remédio para muitos. Aliás, o remédio em muitos dos casos, é a consequência da falta de prevenção.

Nesta edição, por exemplo, mostramos que alguns postos de saúde não têm, há três meses pelo menos, vários remédios. A prefeitura alega dificuldades no processo de compra, que de fato é muito burocrático. Mas também é possível entender que o cobertor, às vezes é curto.

Para que não falte remédio, mas que também não falte serviços públicos, ou mesmo que não falte oportunidades para os cidadãos, seja no setor público e no privado, é preciso uma virada de pensamento: mais ação e prevenção. Atitudes que são evitam os males da vida e seus remédios.
 

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