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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira:
"Novo modal, velho caminho"

15 NOV 18 - 03h:00

A prioridade dada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para a restauração dos trilhos da antiga ferrovia Noroeste do Brasil, é um fato a ser comemorado.

A greve dos caminhoneiros certamente foi um dos fatos mais marcantes deste ano de 2018, que já se aproximada do final. Durante aproximadamente 15 dias, profissionais do transporte - empregados e autônomos - de todo o país, pararam seus caminhões em postos de combustível e na beira das estradas, e provocoram um efeito cascata em todo o abastecimento do Brasil. O movimento teve impacto decisivo no cálculo do produto interno bruto brasileiro.

Foi durante a greve dos caminhoneiros que muitas fraturas do sistema de transporte do País ficaram expostas. Por causa do movimento paredista nas rodovias, faltou combustível, faltou comida para muitos, e até o funcionamento dos hospitais e escolas ficou em risco. Os transportadores das estradas mostraram o poder que têm, e o administração pública teve de reconhecer que os erros estratégicos das últimas décadas, deixaram o país refém deste modal.

Foi preciso um movimento desta magnitude para as autoridades lembrassem que o Brasil deveria ter mais rodovias, e dá pouquíssima importância para as estradas que têm. Por exemplo, enquanto a população de vários estados enfrentava a escassez de combustíveis nos postos, em alguns municípios do interior de São Paulo, onde etanol, gasolina e óleo diesel são transportados em ferrovias, os postos tinham produtos para vender ao consumidor.

Certamente, foi a partir da greve dos caminhoneiros, que o sul-mato-grossense de cidades importantes como Corumbá, Aquidauana, Campo Grande e Três Lagoas, todas servidas pelos trilhos da antiga ferrovia Noroeste do Brasil, que os moradores destes centros urbanos começaram a sentir saudades dos trens que percorriam a estrada de ferro. Foi por este caminho que a produção destas cidades foi escoada e os produtos de centros industriais, como São Paulo, chegaram.

A notícia de que a restauração destes trilhos da antiga Noroeste, atualmente denominada “Malha Oeste” pelo governo federal, e sob concessão da Rumo - que ironicamente não fez jus a seu nome no Estado - deve ser motivo de otimismo. Mais do que os R$ 5 bilhões necessários para reformar os trilhos, locomotivas e estações, era preciso vontade política. A intenção manifestada anteontem pelo governador Reinaldo Azambuja, pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, e pela ministra da Agricultura em seu governo, Tereza Cristina, é muito bem-vinda. Que tenham êxito neste propósito. 

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