CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira: "Justiça, uma busca constante"

Confira o editorial desta quinta-feira: "Justiça, uma busca constante"
23/01/2020 03:00 -


A revisão da aposentadoria decorre de decisão judicial. Isso mostra que o cidadão deve buscar seus direitos constantemente, para que a injustiça não se perpetue.

Estar em conformidade com o que é direito e dar à pessoa que reivindica o que lhe é devido. Essas são duas, de muitas, definições conceituais de justiça, algo que o ser humano persegue há séculos. Não há nada que conforte mais uma pessoa. A promoção da Justiça também é algo que ajuda a tornar uma sociedade mais pacífica, tolerante e civilizada. 

O ser humano não precisa de mais nem de menos: ele precisa do que é justo. O equilíbrio é algo que dita o nosso comportamento da infância à velhice. Já diziam nossos pais e avós: tudo que é em excesso pode fazer mal. O equilíbrio é o melhor caminho e é por meio dele que se constrói o que é justo.

Tratando-se das relações entre os indivíduos e o poder público, normalmente a prática de injustiça é comum e corriqueira, por mais que existam esforços para corrigir essa realidade. Em regra, o brasileiro leva a pior ao tentar cobrar Justiça do Estado. Por exemplo: dificilmente uma pessoa pode escapar de uma ordem judicial para pagar uma dívida a um ente público. Quando se trata do inverso, porém, a dívida, por mais que seja reconhecida judicialmente, torna-se um título que a administração pública só pagará quando puder: os precatórios. Muitas pessoas morrem antes de receberem as indenizações.

Nesta edição, trazemos aos nossos leitores uma informação que poderá fazer com que uma injustiça histórica seja corrigida para muitos. Trata-se de revisão da vida toda dos cidadãos em relação à aposentadoria. A maioria das pessoas que contribui com a Previdência desde antes do Plano Real, em 1994, não teve o período anterior devidamente contabilizado. Era a época da hiperinflação, os preços e o valor da moeda variavam diariamente, mas certamente a maioria dos cidadãos contribuíram sobre um valor maior do que recebem atualmente, depois de terem se aposentado.

A possibilidade de revisão decorre de decisão judicial. Isso mostra que o cidadão atento deve buscar seus diretos constantemente, para que as injustiças não se perpetuem. Se, há alguns anos, brasileiros que se sentiram injustiçados por receber menos do que contribuíram não procurassem o Poder Judiciário, certamente esta injustiça continuaria se perpetuando.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".