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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira: "Emenda pior que o soneto"

21 NOV 19 - 03h:00

Ao cumprir ordem judicial sobre atendimento a menores infratores à noite, a Polícia Civil mudou uma delegacia da Piratininga para o Tiradentes, prejudicando a população. Com diz o ditado: a emenda ficou pior que o soneto.

A transferência do atendimento à população pelo plantão policial noturno e fins de semana, em Campo Grande, não agradou e trouxe maiores dificuldades de acesso. Desde ontem, a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga está funcionando no Centro de Policiamento Especializado (Cepol), no Tiradentes. O reflexo disso é que,  os necessitados de atendimento policial à noite, bem como aos sábados, domingos e feriados, que usavam a delegacia da Piratininga terão que buscar o novo endereço. A Delegacia Geral de Polícia Civil (DGPC) alega que não haverá prejuízo, mas não falou sobre as dificuldades de acesso, pela localização escolhida. 

A justificativa é que o novo endereço atende decisão judicial, que determina um único plantão policial na Capital receba todas as ocorrências envolvendo adolescentes em conflito com a lei, no período noturno e finais de semana. Na prática, ao invés de colocar a Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) - que só atende em horário comercial - para trabalhar nas condições judiciais exigidas, a DGPC optou por mandar  significativa parcela da população para mais longe, criando um outro problema, no típico “cobrir um santo e desnudar o outro”, ou ainda, "a emenda ficou pior que o soneto".  

Chega-se a falar que a distância da nova localização da Depac aumentou em pelo menos dez quilômetros. Não foi sem razão que lideranças comunitárias - representantes de conselhos de Segurança como Parati, Los Angeles e Aero Rancho, que compreendem áreas populosas da região - amanheceram na porta do prédio da Piratinginga nesta quarta-feira, em sinal de protesto. Um dos líderes, por exemplo, reclamou que a DGPC  prometera que haveria plantão para  atendimento à comunidade. 

A escolha do prédio do Cepol, para aqueles que não tem carro (que é a grande maioria) não oferece um esquema de transporte público compatível, além de outras dificuldades. A Delegacia Geral tenta amenizar  a "voz que vem das ruas", afirmando que no próximo ano deverá ser construída uma “nova Depac” na Avenida Filinto Muller, ao lado da Defurv e do Imol, para atender simultaneamente o menor infrator e o restante da população.  Já tem o projeto, só não tem o principal para iniciar as obras: o dinheiro.

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