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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quinta-feira:
"Dificuldades incessantes"

25 ABR 19 - 03h:00

Diante do baixo crescimento da economia, que resulta em arrecadação menor, as administrações públicas têm pouca ou nenhuma margem para conceder reajustes.

Uma das principais características do brasileiro, a resiliência, está sendo testada há quatro anos e de maneira muito mais intensa neste início de 2019. Depois que os primeiros indícios de que a economia entraria em recessão começaram a aparecer, em 2015, desde então, quem vive neste país luta diariamente para reviver os dias melhores. A diferença deste ano para o início da crise é que, há quatro anos, a esperança era maior. O brasileiro tinha mais confiança de que a economia melhoraria.

O que ocorre desde então são sucessivos desafios. Todos os anos. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) chegou a subir pouco mais de 1%. Para este ano, as previsões de crescimento que se aproximavam dos 3% já foram revistas pelo próprio Banco Central, que, em seu último boletim, passou a esperar um aumento de 1,7% na atidade econômica.

Em uma comparação com um carro com a bateria fraca, a economia brasileira parece ser ser aquele que as pessoas empurram para que pegue no tranco. Ele dá alguns soluços, mas o motor não funciona a contento. Analogia que cabe aos tempos atuais. Algo precisa ser feito.

Muitos falam em reforma da Previdência. De fato, ela é o remédio principal. Por causa das dificuldades, tantos que eram contra as mudanças no regime de pagamento de aposentadorias e pensões já mudaram de ideia. Senso de urgência. A economia precisa melhorar. Ela tornou-se o único remédio, e nenhuma outra solução foi apresentada até então.

Diante das dificuldades mostradas acima, que resultam em arrecadação menor, as administrações públicas chegam ao mês de maio com pouca ou nenhuma margem para conceder reajustes a seus funcionários. No governo de Mato Grosso do Sul, por exemplo, que sancionou recentemente lei criando um programa de demissão voluntária justamente para aliviar o inchaço da folha de pagamento, era esperado que não seria possível oferecer reajuste aos servidores públicos.

No caso da Prefeitura de Campo Grande, na semana passada, o aviso já foi dado: a margem para concessão de reajuste salarial é muito curta. O momento é de dificuldades financeiras, não só para o poder público, mas principalmente para o setor privado. Esperamos que, no próximo ano, o contexto seja diferente: que a economia volte a crescer e que a capacidade de manter o poder de compra da população – um dos pilares para o crescimento de um mercado pautado no consumo e na produção – esteja de volta.

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