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Campo Grande - MS, terça, 13 de novembro de 2018

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Visão de futuro"

23 AGO 2017Por 03h:00

A extensa lista possibilitaria, facilmente, classificar Pedro Pedrossian como “o governador das grandes obras”. Suas ações superam esse título... 

Havia muito a ser construído para garantir o desenvolvimento das terras do Centro-Oeste brasileiro que formavam os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O engenheiro Pedro Pedrossian teve papel decisivo nessa missão. Tido como visionário, o “Homem de Miranda”, sua terra natal, comandou o estado em três períodos distintos: foi eleito pela primeira vez ainda em 1965, antes da divisão; retornou ao cargo já em 1980, quando foi nomeado pelo então presidente João Figueiredo para comandar Mato Grosso do Sul, deixando o posto que ocupava como senador; depois, venceu a eleição e governou o Estado de 1991 a 1994. Realizou grandes obras que beneficiam centenas de sul-mato-grossenses. Sua despedida, aos 89 anos, é lembrada pelo seu legado de inspiração e realizações de quem acreditou no potencial e progresso desse Estado.

Estradas, avenidas importantes de Campo Grande, hospitais (Rosa Pedrossian e Câncer), Parque dos Poderes, Parque das Nações Indígenas, estádios Morenão e Douradão, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,  Universidade Federal de Mato Grosso e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (sede em Dourados), Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo... Foram alguns dos resultados da visão empreendedora, de uma boa dose de ousadia e da obstinação pelo desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Sempre gostou muito de ler e garantiu aos mato-grossenses e sul-mato-grossenses a oportunidade de ter acesso ao Ensino Superior, com a criação das universidades. As instituições construídas passaram, então, a ser mantidas pelo governo federal, como permanece até hoje. 

Pedrossian refletia e dedicava-se a planejar os investimentos para o Estado. Então, chamava os integrantes de sua equipe para repassar as coordenadas de como deveriam agir. A expansão era calculada pensando no crescimento que estava por vir e na preservação da natureza. Assim foi quando começou a formar o primeiro núcleo habitacional, onde hoje estão situadas as Moreninhas, um dos maiores bairros de Campo Grande. Executou avenidas importantes nas saídas da cidade, fomentando o surgimento de vários bairros e, de certa forma, “desenhando” o formato e a dimensão que a capital sul-mato-grossense tem hoje. Cônsul Assaf Trad, Euler de Azevedo, Costa e Silva, Gury Marques, Gunter Hans, João Arinos foram pensadas e construídas em suas gestões.

Estradas nas regiões de Ponta Porã, Bela Vista e Água Clara também foram feitas no governo Pedrossian, sempre começando com duas frentes de trabalho em lados opostos, estratégia para assegurar a conclusão.  
A extensa lista possibilitaria, facilmente, classificar Pedro Pedrossian como “o governador das grandes obras”. Mas suas ações superam esse título. Ele não se limitou a construir prédios e estradas. Pensava no que seria essencial para garantir desenvolvimento: na saúde, educação ou nos projetos de integração viária para ajudar no escoamento da produção agrícola e no crescimento das cidades. Havia uma consonância entre o que era planejado e o avanço populacional e econômico. Deixa sua marca no passado pelo brilhantismo da contemporaneidade de suas ações. Era um homem com visão de futuro, que enxergava mais longe do que muitos podiam imaginar. 
 

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