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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Transparência na região central"

11 SET 19 - 03h:00

Seria importante que as planilhas fossem destinadas aos órgãos de controle e de fiscalização – ou mesmo aos portais de transparência.

O Centro de Campo Grande está passando por muitas transformações, e, certamente, todas as mudanças visuais e de conceito pelas quais a cidade está passando ficarão para as próximas décadas; por mais de uma geração. A cidade merece, porque é pelo Centro que quase todos passam. É de lá que vem as características que ajudam a formar os símbolos da população que vive nela e os ícones de seu espaço urbano.

O programa Reviva Campo Grande, criado no início da década, caminha para ser concluído no fim deste período de dez anos e no início do próximo. A obra mais elementar do projeto financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que transformará a Rua 14 de Julho em uma nova via, com calçadas mais largas, pista para os automóveis mais estreita e rebaixamento da iluminação pública, devolverá à região central, em breve, uma beleza só antes exaltada há muitos anos.

Em outras ocasiões, a Rua 14 de Julho foi palco de manifestações populares, como comemorações de títulos do Brasil em Copas do Mundo e até mesmo festas como a que marcou a criação do estado de Mato Grosso do Sul. Desde os anos 2000, contudo, a concentração de lojas, de pessoas e de serviços foi se deslocando para outras regiões da cidade.

Agora, a obra que refez a Rua 14 de Julho se aproxima de seu fim. É importante que, com estrutura e visual mais modernos e equipamentos novos, o zelo com a região aumente. E quando falamos em zelo e cuidado, não estamos nos referindo apenas ao dever da prefeitura de Campo Grande, mas também nos voltamos ao dever da população, sobretudo dos comerciantes: manter o local limpo e bem cuidado.

A fiscalização das obras do Reviva Campo Grande deve começar desde já. Faz parte do zelo já citado. Nesta edição, por exemplo, informamos que a obra ficará mais cara em aproximadamente R$ 11 milhões. O custo subirá de R$ 49 milhões para R$ 60 milhões. Por enquanto, as planilhas com o detalhamento do que fez o preço da obra ser elevado não foram reveladas pelo município.

É importante que estas planilhas sejam destinadas aos órgãos de controle e de fiscalização – ou mesmo aos portais de transparência. Trata-se de uma obra necessária, que poderá cumprir o propósito de revitalizar a região. Por ser uma via pública coletiva, que pertence a todos, a população tem o direito de saber sobre cada detalhe da obra. Este comportamento, de fiscalização, inclui o cuidado e a devoção que a população terá com a nova Rua 14 de Julho.

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