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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Os novos paradigmas"

21 AGO 19 - 03h:00

Uma das ações mais recentes, e que pode ser emblemática da nova fase que a cidade está prestes a entrar, poderá ser a revitalização do edifício levantado em 1971 para ser o Hotel Campo Grande.

Se tem algo que o ser humano admira, são coisas, situações, que remetem às suas característica. Para problemas complexos, existem soluções nunca pensadas antes. Tudo que é demasiadamente humano, seduz as pessoas. Vejamos por exemplo, o exemplo do futebol, o esporte mais amado e festejado do planeta. A vantagem dele sobre outras modalidades é justamente a imprevisibilidade e da mescla da tática (organização técnica) e improviso, para situações inusitadas. A emoção causada por estas características é que faz um torcedor sair satisfeito do estádio em uma partida cujo placar final foi 0 a 0.

Em nosso cotidiano, gostamos desta mescla, entre o imprevisível e o previsível. E isso é extremamente humano. É por isso, por exemplo, que a imprensa existe, e que as pessoas se comunicam. Precisamos de informações para tornarmos nosso cotidiano mais satisfatório.

As cidades nada mais são que um agrupamento de seres humanos. Das vilas às megalópoles. O mesmo se aplica a qualquer outra divisão territorial territorial organizada por humanos. Estados, países, ou outras formas de organização social. Sem as pessoas, elas não existiriam, e sem características que levam às pessoas a sentirem-se satisfeita, nenhuma destas estruturas sobreviveria.

Campo Grande, uma aglomeração de quase 900 mil seres humanos, passa por grandes transformações neste ano. A maior delas, em seu coração: o programa Reviva Centro. As transformações que a região passará, dirá muito sobre o futuro da cidade.

Em primeiro lugar, o Reviva surge em movimento contrário à cultura de expansão territorial que pautou o desenvolvimento da cidade desde que ela foi fundada, há quase 120 anos. Um claro exemplo de que a Capital de Mato Grosso do Sul está cada vez mais voltada para dentro, que para fora, é o atual Plano Diretor, que pela primeira vez em várias décadas, não expandiu o perímetro urbano.

Uma das ações mais recentes, e que pode ser emblemática da nova fase que a cidade está prestes a entrar, poderá ser a revitalização do edifício levantado em 1971 para ser o Hotel Campo Grande, e está com boa parte de sua estrutura sem uso desde 2002. A reforma de sua estrutura interna, também chamada de retrofit, poderá inspirar ações semelhantes em muitos prédios do centro da cidade.

A transformação visual e estrutural da Rua 14 de Julho foi apenas o começo de um ciclo que poderá mudar os hábitos dos moradores de Campo Grande. O provável retrofit do Hotel Campo Grande, certamente passará a sociedade, que o que é antigo, também pode ser novo e estar na moda. É preciso pensar diferente, as pessoas gostam disso. Que a cidade, para os próximos anos, ganhe com novas soluções para seus problemas - ninguém está imune a eles - antigos.
 

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