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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Novos ares na economia"

19 JUN 19 - 03h:00

Ficaremos de olho na movimentação das companhias aéreas, torcendo para que o passageiro de Mato Grosso do Sul tenha mais opções para viajar o Brasil e o mundo.

Importantíssima a decisão do governador Reinaldo Azambuja de reduzir a tributação das companhias aéreas de voos regulares que têm Mato Grosso do Sul como destino. Ao oferecer uma alíquota menor de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a medida pode aumentar a opção de voos para quem mora no Estado e ainda incrementar o turismo. 

Um dos motivos que tornam a medida salutar é que a renúncia fiscal do ICMS da aviação não gera grande impacto para o caixa estadual. A expectativa do governo é até mesmo de um aumento na geração de receita, por meio do fomento ao turismo, por exemplo, ou mesmo no fluxo de voos que chegam e partem de Campo Grande e outras cidades de Mato Grosso do Sul com voos regulares, como Dourados, Corumbá, Bonito e Três Lagoas.

Também foi inteligente a estratégia da administração estadual, de condicionar a redução do imposto ao aumento do número de frequências. Desta forma, o governo se blinda de perder receita, e de favorecer a empresa sem qualquer contrapartida. Mas para que a medida funcione, e o efeito dela chegue à população, é importante que os beneficiários dela, fiscalizem as companhias aéreas, e os preços praticados.

Esperamos que o que ocorreu com a liberação da tarifação do despacho de bagagem não ocorra neste caso. No ano passado, a promessa era de que o preço das passagens teriam redução caso o governo liberasse a cobrança para a bagagem despachada. A promessa não foi cumprida, as passagens até ficaram mais caras. O Congresso Nacional ainda tentou reverter a medida, determinando o despacho gratuito de bagagem, o presidente Jair Bolsonaro, porém, vetou a emenda dos parlamentares, que agora, poderão derrubar o veto. 

Voltando para Mato Grosso do Sul, esperamos que, com mais voos em aeroportos como o de Campo Grande, que já movimentou muito mais passageiros no passado, o comércio no entorno seja favorecido. Atualmente, são poucos os bares e restaurantes no terminal da Capital, que já teve até redes internacionais do setor alimentício para oferecer serviços aos passageiros. 

Ficaremos de olho na movimentação das companhias aéreas, e torcendo para que o passageiro de Mato Grosso do Sul, tenha mais opções para viajar o Brasil e o mundo, além dos voos diretos para São Paulo, Campinas e Brasília, que constituem a maioria das frequências a partir da capital sul-mato-grossense.

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