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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Eficiência necessária"

17 ABR 19 - 03h:00

Ultimamente, parece que o poder público existe para arrecadar impostos e pagar salários. Sobra muito pouco para investir.

O ano de 2019 começou com uma forte tendência para descomplicar a máquina pública, tornando-a mais eficiente. Alguns assuntos que antes eram considerados tabus, passaram a ser tratados, questionados e estudados de forma séria. Entre as pautas estão a Reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional, e várias medidas que reduzem tributos e, consequentemente, os custos para sustentar o poder público. 

Desde que a crise econômica teve início, no fim de 2015, o problema da falta da capacidade do poder público investir agravou-se. O que poderia ser considerado por muitos uma perda de fôlego dos governos, prefeitura e da União, transformou-se em caos em alguns estados, como por exemplo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde as administrações públicas, que já não conseguiam investir em obras, mal conseguem pagar os salários de seus servidores.

Começando pela União, que bloqueou o orçamento, ou seja, não libera verba nenhuma até destravar algumas demandas para melhorar os cofres públicos, como a Reforma da Previdência, praticamente todos os Estados e municípios, dificilmente conseguem fazer obras com recursos próprios. Quando o dinheiro não vem por meio de empréstimos internacionais, vem por meio de convênios anteriores à crise, cuja verba já estava reservada e só aguardava contrapartida de prefeituras e estados.

Ultimamente, parece que o poder público existe para arrecadar impostos e pagar salários. E nem mesmo o pagamento de salários é direcionado a setores que poderiam devolver o alto valor dos impostos na forma de melhores serviços prestados. Nem professores, nem tampouco policiais e bombeiros, estão entre os que têm maior remuneração. Isso torna o peso dos salários no serviço público algo ainda mais injusto.

Dificilmente a Prefeitura de Campo Grande e o governo de Mato Grosso do Sul conseguirão reajustar o salário dos servidores. Muitos dos funcionários públicos, diga-se de passagem, têm remuneração muito superior aos seus similares na iniciativa privada.

Ontem o governador Reinaldo Azambuja foi suscinto e direto ao comentar o Plano de Demissão Voluntária do governo, publicado na edição de ontem do Diário Oficial. O plano será a opção para quem não estiver disposto a trabalhar no serviço público em uma jornada de oito horas. Atualmente, muitos dos funcionários do Estado trabalham seis horas por dia e, a julgar pela escassez de elogios sobre o serviço público, a produtividade e a satisfação do trabalho entregue, precisa melhorar muito.
 

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