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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta quarta-feira: "Dependentes do clima"

16 OUT 19 - 03h:00

É muito importante que todos os envolvidos com o agronegócio atuem com medidas preventivas visando sanar os danos em caso de um período mais longo sem chuvas.

Há bastante tempo que os produtores rurais não se deparavam com tantas dificuldades climáticas como a deste ano de 2019. Depois de um inverno seco e repleto de queimadas, a falta de chuvas continua e já ameça desequilibrar várias cadeias produtivas do Estado de Mato Grosso do Sul. Não que chover menos nesta época do ano seja algo incomum. Todos sabem que o outono e inverno são estações com um volume de chuva bem menor.

O que há neste ano de 2019, porém, vai muito além de um longo período sem chuva. Está muito mais relacionado ao baixo volume das precipitações, e a escassez delas. Um desequilíbrio climático que os pecuaristas conseguem perceber claramente com o pasto seco, e com o gado magro, e que os agricultores já ficam em alerta, já se preparando para o atraso no plantio da soja, situação que poderá prejudicar também a safrinha de milho, no próximo ano.

Esperamos que a semana seja chuvosa, e que os danos à agricultura e à pecuária do Estado sejam mínimos. Mas o momento também é oportuno para dar a devida importância que a agricultura e a pecuária têm na história de Mato Grosso do Sul. Em que pese um avanço cada vez maior da indústria de transformação - ainda muito ligada ao agro - e de outros setores como os da borracha e da celulose em algumas regiões específicas, uma parte considerável de nossas riquezas vêm do campo.

Em um ano em que o cenário externo parece colaborar, com a China abrindo o mercado para a compra de carne de vários frigoríficos brasileiros (alguns deles em Mato Grosso do Sul), países do Oriente Médio ídem, e com o aumento na demanda de proteína brasileira na Ásia, por causa da peste suína, a falta de chuva vem para frear parte do otimismo dos produtores rurais do Estado.

É muito importante, neste momento, que todos os envolvidos com o agronegócio, nos setores público e privado, atuem com medidas preventivas visando sanar os danos em caso de um período mais longo sem chuvas. O clima está dando o seu recado. Os produtores rurais, que dependem do ciclo das chuvas para produzir, e que (pelo menos a maioria) entende o funcionamento do meio ambiente, aguardam ansiosamente por boas chuvas.

Para os próximos anos, fica a lição de equilíbrio ambiental, planejamento da safra conforme as perspectivas climáticas, e até mesmo planos de emergência, como por exemplo, técnicas de irrigação. Quanto mais pronto o agronegócio estiver para enfrentar as intempéries do clima, melhor será para nossa economia.

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