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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial de sábado e domingo: "Um novo caminho"

Confira o editorial de sábado e domingo: "Um novo caminho"
20/07/2019 03:00 -


O sudoeste de Mato Grosso do Sul está muito próximo de viver uma transformação histórica. De uma região relativamente esquecida, considerada por muitos um “fim de linha”, poderá se tornar, nos próximos dois anos, uma nova e importante fronteira econômica, turística e cultural da América do Sul.

Neste sábado, representantes do governo do Paraguai e governantes brasileiros darão início à ação que resultará na ponte sobre o Rio Paraguai, entre as cidades de Porto Murtinho e Carmelo Peralta.

A obra será um marco não somente na integração entre os dois países via Mato Grosso do Sul – os quais, diga-se de passagem, por causa da extensa fronteira seca já estão muitíssimo bem integrados –, mas pela abertura de uma via em regiões pouco povoadas, consideradas periféricas em seus respectivos países. 

A ponte entre os dois territórios, para quem enxerga apenas o presente, poderá ser mais uma estrutura mista, de concreto e metal, mas, para quem pensa no futuro, será, certamente, o caminho para que muitos outros empreendimentos surjam nas duas cidades.

Um caminho para que pessoas do outro lado do continente cheguem a Mato Grosso do Sul, e uma via para quem mora aqui descobrir, ajudar a desenvolver e trazer consigo experiências positivas dos países vizinhos. 

Sabemos que é pela abertura de novos caminhos que lugares se desenvolvem. A maioria das grandes cidades do mundo surgiu por meio de portos, na costa marítima, à margem dos rios ou em entroncamentos rodoviários ou ferroviários. Quando o direito de ir e vir é facilitado, a vida humana flui mais facilmente.  

Novos caminhos geográficos também resultam em relações de compra e venda na economia e, até mesmo, em laços familiares, com pessoas de lugares diferentes se unindo, se conhecendo e trocando cultura e experiência de vida. 

Além de uma estrutura, uma ponte é algo que vai além de sua função em si, que é facilitar o deslocamento sobre rios, canais marítimos, lagos, entre outros obstáculos naturais. Ponte é conexão, e conectar e conhecer lugares e pessoas é algo típico do ser humano.

Felpuda


Partido está aos poucos montando a que vem sendo chamada de “chapa do quartel”, pois os pré-candidatos são oriundos da caserna. Há quem diga que os dirigentes da legenda ainda estão querendo pegar carona no “fenômeno Bolsonaro”, esquecendo-se que o presidente, embora vindo da área militar, está na política há 30 anos e o seu programa de governo agradou 57,7 milhões de eleitores. Dizem que tchurminha será obrigada a adicionar mais ingredientes no currículo, senão...