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OPINIÃO

Benedito Rodrigues da Costa: "Seguro de vida para consignados"

Economista

22 AGO 19 - 01h:00

Os brasileiros que se aposentam pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), estão cada vez mais dependentes dos empréstimos consignados, e, dependendo da sua faixa etária, encontram dificuldades para sua obtenção. Quanto mais idosos, maiores são os riscos de óbitos, motivo que leva os bancos e financeiras a reduzir o deferimento de créditos à essa classe de clientes, o que muito preocupa esses cidadãos, pois, encontram-se em uma fase da vida em que os cuidados com a saúde, consomem a maior parte de seus benefícios. Também é nesta fase da vida em que medicamentos e acessórios são obrigatórios.

Algo deve ser feito pelos senhores deputados e senadores, com objetivo de superar essa enorme dificuldade enfrentada pelos idosos que não têm a quem recorrer, e, portanto, vulneráveis em todos os sentidos, e submetidos a normas e regulamentos impostos pelo poder econômico, cujo foco é o lucro, é o resultado positivo de todo tipo de operações que fazem parte dos produtos oferecidos à sua clientela, sem os cuidados que deveriam ter com a parte social, no presente caso, com os idosos.

A reforma da previdência, cuja aprovação já é dada como certa pelo Congresso Nacional, contém em seu bojo, a redução do valor do benefício quando da morte do titular à dependente, ressaltando nesse caso, que caberá a viúva, arcar com o pagamento de eventual débito existente em nome do falecido, seria portanto, duplamente penalizada em função da legislação prestes a ser oficializada. Urge portanto que algo precisa ser feito para a proteção daqueles que estão incluídos no sistema, evitando assim, que vidas humanas sejam colocadas na sarjeta.

O Poder Executivo deve ter a responsabilidade e a sensibilidade de olhar para aqueles que já deram suas contribuições à pátria, e que portanto devem merecer respeito e consideração,  é de competência dos filhos, os cuidados e carinhos com seus pais, porém, é dever do Estado Brasileiro, assegurar que haja condições para que isso aconteça,  através de uma legislação que tenha como finalidade proporcionar um final de vida digna aos seus cidadãos.

A título de sugestão, o Ministério da Economia poderia propor ao Congresso, a criação de um seguro obrigatório para cobertura de riscos pelos empréstimos e financiamentos deferidos  aos beneficiários do INSS a partir dos sessenta anos de idade, minimizando as perdas de lucros oriundos das operações realizadas;  acredito que tal medida poderia até mesmo ser adotada através de decreto da presidência da república.

Cerca de treze milhões de aposentados na década de noventa, antes da aprovação do Fator Previdenciário, sofrem hoje, com uma redução de 65% no valor de seus benefícios, e não têm como suportar mais sacrifícios, que pelo menos o governo federal crie mecanismos adequados que possam favorecer os idosos na obtenção de empréstimos consignados,  que são recursos necessários às suas sobrevivências.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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