Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

Artigo

Bárbara Santos Ferreira e Marçal Rogério Rizzo: A sustentabilidade começa em casa

Bárbara Santos Ferreira é Acadêmica de Administração da UFMS de Três Lagoas; Marçal Rogério Rizzo Economista é Professor Adjunto na UFMS de Três Lagoas/MS e praticante da compostagem caseira

18 SET 2017Por 01h:00

É urgente levar a questão sustentabilidade para todos os lados e cantos, inclusive para os quintais de nossos lares, porém muitas pessoas (ainda) ponderam e questionam sobre como praticar a tão falada sustentabilidade.

Em termos práticos, pode-se começar com atos simples e com ações rotineiras: economizando energia elétrica, não desperdiçando água, separando o lixo para a coleta seletiva e reciclagem, além de uma ação pouco praticada: a compostagem caseira, também conhecida como compostagem doméstica. 

A compostagem nada mais é do que um tipo de reciclagem do lixo orgânico, porém mediada pelo processo natural: a degradação da matéria orgânica é feita por micro-organismos. Assim também é a compostagem caseira, que transforma os resíduos orgânicos em fertilizante orgânico para hortas, jardins, pomares e outros tipos de cultivo. Até o chorume que contamina rios, lagos e lençóis freáticos pode, por meio desse processo, transformar-se num potente adubo líquido.

O que não falta a este caso é sustentabilidade, uma vez que é uma opção acessível de reaproveitamento de resíduos, que pode ser praticada nos quintais das casas com baixo custo e poucos recursos.

A bibliografia sobre o assunto apresenta dados variados, porém estima-se que a redução dos resíduos gerados no dia a dia por uma família esteja na média de 70%. Olhem seus lixos e notarão: pedaços de verduras, cascas e porções de frutas, talos, sementes, cascas de ovos e borra de café estão na lista dos resíduos que podem ser utilizados na compostagem. Também aqueles que possuem jardins e gramados em casa poderão utilizar as podas de grama e folhas para a compostagem.

Merece relevância dizer que cada cidadão deve ter em mente que essa é uma ação individual, mas, se realizada em conjunto, trará benefícios para a população e meio ambiente. É uma opção natural, preferível aos fertilizantes químicos, que adiciona nutrientes para as plantas, reduz o volume de resíduos em aterros e ajuda a reter a umidade no solo.

O fato é que, na “Era da Informação”, há formas para quem quer dar o primeiro passo e praticar a compostagem; existem diversos sites e vídeos explicando passo a passo como e o que utilizar. Há até mesmo tutoriais para ensinar como construir a sua composteira caseira. Ter uma composteira em casa, além de uma excelente forma de redução de lixo que seria destinado aos aterros, ou, no pior dos casos, lixões a céu aberto, também modifica a relação das pessoas com o lixo que elas geram. Para que fique mais claro: há que insere minhocas (vermicomposto) nessa compostagem para contribuir com a elaboração desse adubo orgânico. 

Seguramente, neste caso a sustentabilidade depende claramente da mudança comportamental das pessoas, a partir de uma conscientização das famílias e da consequente adoção de ações rotineiras que resultem na redução do lixo doméstico.

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