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OPINIÃO

Antonio Carlos Siufi Hindo: "Nossos longevos, nossos conselheiros"

18 MAI 19 - 01h:00

Dentre tantas notícias ruins que os brasileiros estão acostumados a vivenciar no seu dia a dia a longevidade dos nossos entes queridos foi a mais alvissareira. As pesquisas sobre o tema apontam que ela encheu de bênçãos muitos lares. Os nossos idosos são os grandes festejados nos encontros sociais, especialmente os familiares. São os esteios das famílias.

Mas o prêmio precioso que nos oferecem não se circunscreve apenas a essa emoção. Vai muito além. Refletem as fontes inesgotáveis de sabedoria. São conselheiros fieis a nos oferecer a melhor sorte nas grandes empreitadas. Sua presença física de outro vértice constitui-se em um precioso brinde. 

Temos que procurar vivenciar todos os segundos as suas presenças. Um raro privilégio para os que podem desfrutar desse privilégio. Em épocas recuadas não era assim. As pessoas deixavam os seus familiares no verdor da sua existência. As doenças  devastaram a grande massa da população  daquela época. Outras tantas eram perdidas nos campos de batalhas sangrentas e infindáveis.

A Europa foi o seu mais forte indicativo. D.Pedro I que proclamou nossa Independência Política faleceu aos trinta e seis anos de idade no mesmo aposento em que havia nascido no Palácio de Queluz, na cidade de Lisboa. Nos anos subsequentes os registros de óbito tinham o mesmo indicativo. Foram momentos ruins para o conjunto da humanidade. A dor e o luto anteciparam a contagem da vida.

Mas essa mesma humanidade, hoje,  segue um novo caminho. Marcha inexoravelmente na direção dos encantos e das belezas, que somente a melhor idade pode presentear. A de ter vida, e vida em abundancia como salientou o Cristo no curso da sua peregrinação terrena. A evolução dos fatos, dos costumes e da própria forma de vida saudável desenvolvida nos países do primeiro mundo são os mais lídimos exemplos.

Não temos como contestá-los. É isso o que estamos assistindo extasiados nos dias que correm. Todos os nossos principais institutos de pesquisas lançam um cometimento desafiador. Sustentam que a vida sadia, experiente e disciplinada pode estar começando seguramente aos 60 anos de idade. Uma conquista formidável. Um verdadeiro prêmio para os que privilegiaram fortemente a dieta alimentar, os exercícios físicos e  outras tantas  recomendações de profissionais da área.

Mas também um verdadeiro paradoxo diante de um mundo violento que estamos vivendo. Mas qualquer que seja o ângulo da interpretação do tema em análise o certo é que a longevidade  é uma realidade presente e palpável.  Não interessa abordar nessas linhas em quais lares esboçou sua grandeza. Nem mesmo as condições econômicas e sociais do premiado. 

O ser humano não tem nenhuma distinção. Nascem todos iguais em anseios, sonhos, desejos, súplicas e outros tantos  atos elegantes. Nenhuma diferença ainda existe no tocante à sua cor, crença política e  inclinação religiosa. Serão sempre os nossos longevos bem vindos e amados pelos seus entes queridos em qualquer quadrante do nosso planeta. A retidão do caráter, a grandeza d’alma e a generosidade dos seus propósitos são exemplos de virtudes significantes. São virtudes perenes.

Pavimentam a estrada que nos conduz ao encontro da  festejada felicidade. Não é difícil encontra-la. Basta apenas conversarmos diariamente com os nossos idosos que estão sempre à nossa disposição.  Seus conselhos e experiência de vida são importantíssimos. Colocam-nos  sempre à frente dos nossos iguais. 

A prática dessas consulta  evita os transtornos, as angústias e ainda as reações contraditórias que atormentam nossas vidas. Evitam também as tragédias. Mitigam a dor e oferecem a receita certa para a existência de uma vida feliz. A morte como a grande indicadora da separação física impede-nos de forma impiedosa esse contato pessoal. Trata-se de uma perda irreparável. Não tem volta.

Em razão dessa verdade que somente os desígnios de Deus pode desvendar,  cresce de importância o ato de fecundarmos todos os dias esse relacionamento  saudável. É no curso da nossa existência que precisamos exteriorizar esse desiderato. Após a morte não adianta chorar sua falta. Já estarão vivendo outra vida. 

A fé é a grande aliada dos que acreditam no mundo espiritual. Não tenho nenhuma experiência nesse tema delicado. Falo apenas como um ser humano mortal que respeita o Criador. Nesse diapasão grande parte da  população busca apenas  na convivência diária  tributar o amor e a gratidão aos idosos. Estão certos na sua forma de agir e pensar.  Os japoneses são os exemplos mais fortes a indicar essa verdade. Vale a pena  continuar seguindo esse exemplo.

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