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ARTIGO

Antônio Carlos Siufi Hindo: "A Polícia Militar de Adib Massad"

Antônio Carlos Siufi Hindo: "A Polícia Militar de Adib Massad"
24/06/2019 02:00 -


Em todos os rincões do nosso Estado vamos encontrar sempre um soldado da nossa gloriosa Polícia Militar pronto para oferecer a segurança e a paz tão almejada pela nossa população. Caminhando ao lado do cidadão, dentro de viaturas que fazem as rondas nas vilas, nos bairros e nos distritos ou mesmo dentro de uma guarnição, o certo é que cada um deles será sempre a nossa sentinela mais avançada para a concretização desse desiderato precioso. 

A figura histórica de Tiradentes, líder máximo da nacionalidade brasileira, é o seu festejado patrono. O seu legado é o esteio da sua grandeza. Os ditames da consciência dos seus comandantes ditam essa regra de rara beleza. A Polícia Militar nesse contexto singular está a se constituir na verdadeira escola de formação de cidadãos. Homens preparados para o enfrentamento nas operações violentas e ainda no salvamento de vidas preciosa. Aqui reside sua grandeza. 

É nesse contexto que precisamos enxergar o semblante de Adib Massad. Esse valoroso soldado que honrou a instituição que sempre defendeu com esmero e honradez. E ainda foi privilegiada por ele ter servido dois estados da Federação,  Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Tudo isso num período em que estávamos longe do desenvolvimento material e tecnológico. Seus integrantes partiam para missões encharcados do mais puro ideal de servir. Não se trata de nenhuma conversa sem alicerce. O tempo e os fatos sustentam o entendimento esposado.

Vou ser mais direto. No verdor da minha juventude, protagonizei um fato singular na minha carreira de advogado. Estava na oportunidade militando no Fórum da Comarca de Naviraí. Um brutal assassinato roubou a vida do delegado de polícia. O crime revoltou a população. As investigações não avançavam. Nesse contexto, foi chamado para assumir as investigações o policial Adib Massad. Saiu de Cuiabá, então capital de Mato Grosso uno e distante cerca de 1.200 km do local dos fatos, o policial Adib Massad, com a missão de desvendar o homicídio. 

Com pouca conversa, Adib apontou para a Justiça os executores do brutal assassinato. Investigação rápida, clara, concisa e bastante objetiva. Sem nenhuma eiva de vício ou de nulidade. E pasmem os senhores leitores. Os assassinos foram os mesmos que choraram sobre o cadáver da autoridade vitimada e ainda auxiliaram no seu sepultamento. 

Era o juiz da Comarca, à época o dr. Rubens Bergonzi Bossay. Magistrado que enobreceu o nosso Judiciário e deu o brilho da sua inteligência quando presidiu aquele sodalício. Outras tantas ações desvendadas por Adib Massad poderiam receber igual chancela. Adib Massad conhecia os marginais.

Sabia a forma de agir, pensar, imaginar e criar as ações delituosas. Sabia dialogar com eles, oportunizar o alinhamento das suas ideias, das suas propostas, dos seus intentos. Sabia ouvir com a paciência própria dos homens preparados para esse espinhoso ofício. Suas conclusões eram sempre fulminantes, indefensáveis. A capitulação era o imperativo da lei. 

Essas linhas não podem por si só retratar a figura exemplar de Adib Massad. Um homem forjado no trabalho sério e de propósitos elevados. Na sua vida pessoal e familiar, a retidão do seu caráter, a sua personalidade forte seguia o mesmo trajeto. Foi um grande comandante. Esteve sempre presente ao lado dos seus comandados e hipotecava apoio e solidariedade nas ações materializadas. Tudo dentro da lei. 

O Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que tantos serviços relevantes já prestou e continua prestando ao nosso Estado, resulta na própria identificação física da sua da sua pessoa. Estamos falando de um verdadeiro patrimônio público tombado em vida. Algo notável. Não tinha nenhum relacionamento pessoal ou mesmo de amizade com Adib Massad. Mas reconhecia a retidão do seu trabalho no enfrentamento das missões delicadas. Algo bonito de escrever. Exemplo maravilhoso para a tropa. Trata-se de um preito de gratidão. Outro tantos cidadãos gostariam de tributar igual homenagem, mas não o fazem por circunstâncias diferenciadas.  

Os elogios precisam ser feitos em vida. Depois da morte, seguramente, teremos o seu nome esculpido em nossas  ruas, avenidas, parques, jardins e em outros tantos prédios públicos existentes em nossos rincões. É a perpetuação da sua história de vida. É assim que a vida segue o seu curso. Ele é inexorável. São os exemplos que ficam. Adib deu um passo importante nessa direção. Privilégio de poucos. Grandeza dos que souberam construir o seu próprio destino.

Felpuda


As várias e várias mensagens que vêm sendo trocadas em grupos fechados, e para poucos, são de que algumas alianças poderão acontecer, mas mediante a troca de comando em alguns órgãos importantes. Seriam entendimentos para atender siglas de matizes bem diversos que vêm tentando criar dificuldades para vender facilidades. Se as negociações forem concretizadas, tornarão os caminhos sem muitas barreiras. A conferir.