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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

OPINIÃO

Altermir Luiz Dalpiaz: Dia do Profissional de Educação Física

Altermir Luiz Dalpiaz é professor de educação física

4 SET 2017Por 02h:00

No dia 01 de setembro foi comemorado o dia do Profissional de Educação Física. Considero importante trazer ao público uma reflexão sobre esses profissionais que estão atuando na licenciatura e no bacharelado, ou nos dois. Em tempos de vidas vividas apressadamente, observamos o movimento das pessoas, entre um compromisso e outro, no sentido de buscar melhor qualidade de vida.

Nas academias, nos parques, clubes, avenidas, praças esportivas e em muitas ruas, pessoas de várias idades se exercitam. 

Nas escolas, aulas alegres (ao menos poderiam ser) de Educação Física acontecem. Aliás, podemos considerar as aulas de Educação Física como a vitrine da escola, pois, ela é uma aula exposta, onde todos que circulam pelas suas instalações podem assisti-lá, ou ainda, ouvir o brado que ecoa de suas animadas atividades.

Em Campo Grande, todo ano, seis instituições de ensino superior (caminhando para a sétima) presenciais “formam” novos profissionais para esse “mercado de trabalho” pulsante. Há também os cursos na modalidade à distância. Enquanto a população sai de casa (uma parte faz na própria moradia) para se exercitar, novos alunos saem das faculdades para trabalhar na área.

Onde um Profissional de Educação Física pode trabalhar? Costumo responder que a nossa área de atuação pode se dar a partir de outro ser humano. Onde houver um ser humano, nós poderemos estar ali para orientar, programar e acompanhar suas atividades.

Na escola, nossa importância se mostra cada vez mais exigente a partir da configuração atual do estágio alcançado pelas novas tecnologias e do “novo modo de viver” das pessoas. Passamos da era das brincadeiras corporais, reais, para as brincadeiras à distância, virtuais.

Deixamos de fabricar nossos brinquedos – o que já era uma brincadeira por si só -, para assistirmos as novas gerações brincarem sentadas, solitárias, com produtos acabados, que sempre levam a um novo lançamento, que desemboca na compra de um produto mais atual.

Onde as crianças e grande parte dos adolescentes têm a oportunidade (tempo) para brincar se exercitando? Para muitos, talvez a maioria, na escola. Todo exercício físico realizado na infância apresentará respostas positivas para o resto da vida. Velhices serão melhores vividas por quem teve uma infância mais ativa, mais rica em movimentos, mais cicatrizes
nos joelhos.

A questão é séria e envolve boa vontade dos poderes governamentais nas políticas de governo e compromisso para a manutenção de políticas de Estado. Precisamos de continuidade para que um planejamento em longo prazo seja executado, pois, qualidade de vida é permeada por decisões políticas.

No entanto, a prevenção tem se mostrada mais eficiente e mais barata que o tratamento de doenças ocasionadas pelo sedentarismo, obesidade, depressão e outros males derivados do estresse. É nisso que entra a Educação Física.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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